
|
|||||||||||||||||||||||||||
Giovanna Riato, AB
A MWM divulgou nesta terça-feira, 22, o recorde histórico de produção em 57 anos de operações na América do Sul. A companhia fabricou 144 mil motores em 2010, um avanço de 29% sobre o número registrado em 2009.
As projeções são positivas para este ano também. “Revisamos as nossas expectativas de produção de 150 mil para 160 mil unidades em 2011”, conta José Eduardo Luzzi, presidente da companhia. Se alcançado, o número representará uma alta de 11% sobre o volume registrado no ano passado.
Para a companhia, o cenário não poderia ser mais favorável ao crescimento. A Anfavea aponta que o Brasil deve absorver 3,6 milhões de veículos e o mercado argentino 781 mil unidades. Há ainda diversos incentivos à renovação da frota como a linha de financiamento Procaminhoneiro, do BNDES, o Programa de Sustentação do Investimento (PSI), a isenção do IPI e a pré compra de veículos que deve acontecer no segundo semestre, antecedendo a chegada da nova norma de emissões Euro 5.
A MWM mantém cerca de 30% de participação no mercado de motores diesel do Mercosul, que absorveu 459 mil propulsores no ano passado. A companhia tem US$ 345 milhões em investimentos anunciados até 2015 para acompanhar a expansão do mercado e ampliar a capacidade de produção das três fábricas da região: em São Paulo, no Rio Grande do Sul e na Argentina.
“Também vamos ampliar a eficiência das fábricas, aproximar ainda mais a nossa cadeia de fornecedores, contratar novos colaboradores e, se necessário, abrir novos turnos de trabalho”, promete Luzzi. Parte do investimento, como a compra de máquinas e equipamentos, será financiada pelo BNDES, o restante será feito com recursos próprios.
Exportação
Na contra mão de diversos fornecedores brasileiros do setor automotivo, que viram as exportações despencarem com a valorização da moeda, a companhia encerrou 2010 com 21% da produção destinada ao mercado externo. A previsão é manter o mesmo ritmo em 2011, com 20% do total fabricado comercializado em outros países.
“Exportamos para mais de 30 países e fechamos dois contratos importantes recentemente”, revela Luzzi. O primeiro é para fornecer para a coreana Daewoo e o segundo é para atender a Otokar, na Turquia. “São mercados muito competitivos e exportadores onde nós conseguimos entrar”, comemora o executivo.