logo

Acea

Na Europa, a pior crise de todos os tempos na indústria automotiva

“Está claro que esta é a pior crise de todos os tempos a impactar a indústria automotiva.” Assim Eric-Mark Huitema, diretor geral da Acea, a associação dos fabricantes europeus de veículos, definiu em comunicado o atual momento do setor em meio à pandemia de coronavírus que está paralisando as linhas de produção no mundo inteiro.
Author image

Redação AB

21 mar 2020

2 minutos de leitura

“Com toda as fábricas sendo paralisadas e a rede de revendas fechada, estão agora em jogo os empregos de cerca de 14 milhões de trabalhadores europeus. Pedimos ações fortes e coordenadas em níveis nacionais e da União Europeia para promover apoio de liquidez imediata para as companhias automotivas, seus fornecedores e concessionários”, afirma Eric-MarkHuitema, diretor geral da Acea.

Segundo a associação de fabricantes, os efeitos sem precedentes da pandemia do Covid-19 já provocou colapso na demanda e o consequente fechamento temporário da maior parte das fábricas de veículos e componentes na Europa. Também estão sendo enfrentados casos de contágio e quarentena entre os empregados.

Os 16 grupos fabricantes de veículos associados à Acea têm 229 plantas de montagem e produção em operação nos países da União Europeia, que juntas empregam diretamente 2,6 milhões de pessoas na manufatura. Em toda a cadeia são gerados mais 13,8 milhões de empregos indiretos.

“Apreciamos as medidas que já foram anunciadas para o imediato apoio aos trabalhadores e às empresas. Mas precisamos abrir diálogo urgente com o presidente da Comissão Europeia para duas propostas. Primeiro, é necessário adotar medidas concretas para evitar danos irreversíveis ao setor que podem vir com perda permanente de empregos, capacidade de produção, pesquisa e inovação. Em segundo lugar, a Europa precisa estimular a recuperação da indústria, que será um contribuinte-chave para acelerar a retomada da economia europeia como um todo”, defende Huitema.

A Acea destacou ainda que também é importante manter o fornecimento de componentes de reposição, bem como a rede de serviços de manutenção, que são vitais para funcionamento de serviços de emergência como ambulâncias, assistência médica, bombeiros, polícia e organizações de apoio.