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Nacionalização em duas rodas não caiu com crise

A retração do setor de duas rodas, que acertou em cheio a Zona Franca de Manaus, onde estão concentrados os produtores do setor no Brasil, não diminuiu o índice de nacionalização das motocicletas fabricadas na região. As informações são da Abraciclo – Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas e da Suframa – Superintendência da Zona Franca de Manaus.
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Redação AB

16 mar 2010

2 minutos de leitura

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O patamar na utilização de insumos nacionais está entre 70% e 80% da produção. Para motocicletas entre 125 e 150 cilindradas o percentual chega a 90%.

“Como houve redução dos pedidos das montadoras, automaticamente as encomendas de componentes caíram. As empresas tiveram que se adequar”, salientou o diretor superintendente da Abraciclo, Moacyr Alberto Paes.

Existem 33 fornecedores no Polo de Duas Rodas em Manaus, que atendem 12 montadoras de motos instaladas na região. Entre todos existe uma expectativa para a volta do crédito no varejo aos níveis de 2008, única saída para a retomada plena do segmento.

Paes ressalta que hoje o financiamento alcança até 48 meses. No passado, chegou a até 80 meses. “Menos parcelas e prestação maior tornam as coisas difíceis para o consumidor de motocicletas. Por isso estamos lutando para estimular o consórcio”, explicou. De 2008 para 2009 essa alternativa cresceu 10%.

A preocupação em relação às vendas de motos já levou a Fenabrave – Federação Nacional de Distribuição de Veículos Automotores, o Sindimotos, um dos sindicatos da categoria de motofretistas, e a Abraciclo a procurar o Ministério do Trabalho para pleitear uma intermediação da Caixa Econômica Federal e do FAT- Fundo de Amparo ao Trabalhador para ajuda ao financiamento do setor. Até o momento, não houve nenhuma posição.

A isenção do Cofins para o setor vale até o fim deste mês. A expectativa é que as vendas ganhem um impulso com o último período do incentivo.