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Nano não emplaca no Brasil, diz Manuchakian
Até que ponto os veículos de baixo custo apresentados globalmente serão competitivos no mercado automotivo brasileiro? Para Pedro Manuchakian, vice-presidente de engenharia da GM LAAM, as soluções encontradas em carros como o Tata Nano são adequadas para mercados emergentes como a Índia, mas não para o Brasil. “Os projetos são simples e bastante despojados para atender as exigências do consumidor brasileiro” – afirmou. Na Índia os carros pequenos representam um meio de transporte e dominam o mercado e devem representar 94% das vendas até 2010, segundo ele. “No Brasil o automóvel é uma paixão” – diz. Comparando o Celta ao Nano, ele demonstra uma enorme diferença em todas as especificações. O indiano tem motor de 624 cc, 34 hp e consumo de até 20 km/l, alcançando 105 km/h com gasolina. O Celta é equipado com motor flex de 999 cc de 69 hp, que faz 13,7 km/l e atinge 156 km/h. O Nano tem rodas aro 12, com três parafusos, e tanque de 15 litros; os freios são a tambor e há apenas um limpador de pára-brisa e um espelho retrovisor. O custo de produção do Nano, segundo a Tata, beira os US$ 2.500. Mesmo com materiais semelhantes, um fabricante não chegaria a esse custo-fábrica no Brasil, em função dos custos de matéria-prima, tributos e valor da mão-de-obra. O veículo chegaria ao mercado por um valor próximo de R$ 15 mil. Você compraria?
cria
13 mai 2008
1 minutos de leitura
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