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Nasa planeja testar aviões elétricos no ano que vem

A Nasa já trabalha com um avisão elétrico, o X-57 Maxwell, que tem dois lugares e autonomia prevista de 160 km
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Redação AB

19 mai 2021

2 minutos de leitura

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A Nasa começou a convocar empresas privadas de tecnologia de aviação para demonstrar, no ano que vem, suas aeronaves elétricas em um campo de testes na Califórnia. O objetivo é acelerar as descobertas sobre como viabilizar os aviões elétricos seguros e torná-los uma opção para a aviação comercial até 2035.

A convocação está presente no site da agência. A própria Nasa já trabalha em seu avião elétrico, o X-57 Maxwell , um veículo com dois lugares e autonomia prevista de 160 km. Mas, com o recente anúncio do presidente Joe Biden de zerar as emissões de gases de efeito estufa nos EUA até 2050, o prazo pela sustentabilidade ficou apertado. Daí a necessidade de reunir as empresas privadas para trocar figurinhas e obter resultados mais rapidamente.

Não é um plano tão maluco assim. Em agosto do ano passado, o primeiro avião elétrico foi certificado, o Pipistrel Velis Electro, criado pela empresa eslovena Pipistrel, mas autorizado a voar na Suíça. Com capacidade para duas pessoas, ele está sendo usado para o treinamento de pilotos.

Além disso, no começo de maio, a americana Eviation anunciou que irá começar os testes do Alice, seu avião elétrico de luxo que abriga nove passageiros e tem autonomia esperada de 814 km e velocidade de cruzeiro de 407 km/h. Metade do peso do Alice é só a bateria de íons de lítio, que pesa 3.720 kg.

Os testes da Nasa e as empresas interessadas irão ocorrer na base deArmstrong Flight Research Center, localizada ao norte de Los Angeles. A ideia dos técnicos é que a aviação elétrica comece com veículos de pequeno porte e viagens curtas até se desenvolver em naves mais robustas. Para trajetos entre continentes, entretanto, o mais provável é que a solução sustentável sejam aviões com biocombustíveis ou tecnologia híbrida.

Antes disso, porém, o que deveremos ver é a chegada dos carros voadores, uma tecnologia já mais desenvolvida.