
De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos da Grande Curitiba, a única alteração foi a retirada das metas de produção, que subiria de 140.354 unidades no ano passado para 187.687 em 2010, além do aumento em participação no mercado nacional de 3,9% para 5%. Mas a assessoria da Renault disse que os valores estão mantidos e que ainda foi incorporado o critério de qualidade. A proposta é de PLR em R$ 7,5 mil para cumprimento de 100% das metas, com um mínimo de R$ 6,2 mil. Uma primeira parcela, de R$ 4.750,00, seria paga terça-feira e o restante em fevereiro de 2011.
Os metalúrgicos pedem que o valor da PLR seja elevado para R$ 9 mil ou que a primeira parcela seja estabelecida em valores superiores ao oferecido. Nessa última hipótese, a discussão da segunda parcela seria feita posteriormente. Uma nova assembleia está marcada para segunda-feira. Em cada dia de paralisação a Renault deixa de fabricar 700 carros de passeio e 60 utilitários. A assessoria da Renault acentuou considerar “boa” a proposta da empresa e ressaltou que o sindicato bloqueou as entradas da fábrica não permitindo que os trabalhadores entrassem.
Na Volvo, instalada na Cidade Industrial de Curitiba, os trabalhadores também realizaram assembleia na sexta-feira e deram prazo de 48 horas para que a empresa apresente uma proposta. Eles pedem a PLR com valor mínimo de R$ 10 mil. Se houver resposta, uma assembleia será realizada segunda-feira. Do contrário, uma decisão sobre paralisação pode ser tomada no dia seguinte. Até lá todos permanecem trabalhando normalmente.
Na Volkswagen, instalada em São José dos Pinhais, os metalúrgicos esperam uma proposta a ser analisada em assembleia nesta terça-feira. Eles querem o mesmo valor concedido aos trabalhadores de São Paulo, que terão a primeira parcela em R$ 4,3 mil, com discussão posterior sobre o restante. O sindicato acredita que, no total, a PLR na Volks ficará entre R$ 9 mil e R$ 10 mil.
Fonte: Evandro Fadel, Agência Estado.