O especialista em transportes sugere que pelo menos 30 mil caminhões por ano sejam retirados das ruas e virem sucata, com subsídios do governo federal.
Adeodato escreve também que o transporte rodoviário é responsável por 63,8% das emissões de dióxido de carbono no município de São Paulo, segundo o inventário de gases que subsidiou a política municipal de combate ao aquecimento global, estabelecida por projeto de lei lançado pela prefeitura em junho. A meta é reduzir as emissões em 30% nos próximos quatro anos.
Neuto afirmou à Automotive Business recentemente que os Estados Unidos estão empenhados em tirar de circulação caminhões com mais de sete anos de uso. Enquanto isso o Brasil ainda pensa em uma forma de sucatear os caminhões com mais de trinta anos.
O assessor técnico da NTC&Logística explica que as idéias para estimular a renovação de frota são antigas e pouco têm avançado.
O Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas indica que a queima de combustíveis pelo transporte é a terceira maior fonte de poluentes que contribuem para o aquecimento global, com 14% das emissões globais, atrás da geração de energia (21,3%) e da produção industrial (16,8%).
No Brasil, automóveis, caminhões, navios e aviões representam 9% dos gases-estufa, perdendo apenas para o desmatamento e mudanças no uso da terra.