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New Holland amplia rede em quase 30%

New Holland nota tendência de migração de colheitadeiras médias para grandes
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Redação AB

27 abr 2018

2 minutos de leitura

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Apostando no crescimento do agronegócio, a New Holland fez sua rede de concessionárias dar um salto de quase 30% em quatro anos. “Passamos de 180 para 230 revendas nesse período”, afirma o vice-presidente da companhia para a América Latina, Rafael Miotto.
O executivo concedeu entrevista a Automotive Business durante a apresentação de um trator-conceito movido a biometano (leia aqui).
O Nordeste foi a região em que se concentrou o maior número de aberturas de concessionárias, mas é o Rio Grande do Sul o Estado que reúne mais casas, 35 ao todo.
Embora sem revelar números totais, a empresa informa que ganhou neste primeiro trimestre 2,5 pontos porcentuais de participação no mercado brasileiro sobre igual período do ano passado como consequência do aumento da gama de produtos e da consolidação dos lançamentos feitos em anos recentes.
Essa ampliação do market share teria ocorrido em tratores (fabricados em Curitiba, PR), colheitadeiras (Curitiba e Sorocaba, SP) e também em plantadeiras e pulverizadores (Piracicaba, SP).

“Percebemos estabilidade no mercado de colheitadeiras pequenas, mas começa a haver um movimento de migração das médias para as grandes”, afirma Miotto.

“Nos tratores ocorre uma migração para modelos mais potentes, todos procuram fazer mais com menos máquinas”, afirma o executivo, usando como exemplo o modelo New Holland T9, o mais potente da empresa à venda no Brasil. Ele tem versões até 620 cavalos e o aumento de sua procura resultou em uma linha especial de financiamento pelo banco da montadora, com condições semelhantes às do Finame.

ALTA DE 5% A 10% EM 2018

Depois de um 2017 morno para o mercado de máquinas agrícolas e rodoviárias, com leve alta de 1,5% sobre 2016, Miotto confia em crescimento para este ano: “Ficará entre 5% e 10%”, estima. No início do ano a Anfavea previa a venda de 46 mil máquinas em 2018 e crescimento de apenas 3,7% sobre 2017.
No entanto, a entidade já admite rever para cima sua projeção por causa de bons resultados em feiras agrícolas que ocorreram no primeiro trimestre e pela perspectiva de uma grande safra de grãos para este ano (veja aqui).