Oliveira diz que em empresas de pequeno a grande porte o processo de geração de notas fiscais costumava ser totalmente manual. “Conforme uma empresa crescia, aumentando o volume do serviço contábil, era comum contratar mais funcionários em vez de automatizar o processo. A empresa resolvia o problema de excesso de trabalho e o pagamento de horas extras, mas não conseguia eliminar erros como duplicidade de documentos, pagamentos não-autorizados ou com valores alterados”.
Na opinião do executivo da Versifico, a melhor coisa que aconteceu dentro desse cenário foi a determinação do governo para que se adotasse o padrão de nota fiscal eletrônica previsto no Protoloco ICMS 68, integrante do Sped (Sistema Público de Escrituração Digital).
Os documentos poderão ser compartilhados entre a Receita Federal e as Secretarias da Fazenda dos Estados e Municípios. “O que parecia ser bom apenas para o país, gerando mais impostos e acabando com as tramóias, acabará resultando em redução de custos para as empresas. Quando o sistema está completamente instalado e em uso dentro de uma indústria, são necessárias menos pessoas para fazer o serviço, há uma brutal redução no uso de papel e nos gastos com energia elétrica, água e espaço físico. Será abolida a confecção dos formulários de nota fiscal e o Danfe, documento auxiliar da NF-e, pode ser impresso em papel comum, tamanho ofício”.