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NGK nacionaliza vela de alto desempenho

De olho no aumento da produção de carros no País que já saem de fábrica equipados com velas de ignição especiais de alto desempenho, principalmente de irídio, a NGK decidiu investir na nacionalização de produto que apresenta benefício similar, com eletrodo central de platina. Para ser vendida inicialmente somente no mercado de reposição com o nome G-Power, a vela começa a ser fabricada até o fim deste ano na planta da empresa em Mogi das Cruzes (SP), mas já está sendo lançada esta semana na Autopar – Feira de Fornecedores da Indústria Automotiva, de 8 e 11 de junho em São José dos Pinhais, região metropolitana de Curitiba (PR).
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pedro

09 jun 2016

3 minutos de leitura

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“É uma tendência mundial, porque a vela feita com material nobre melhora o desempenho, garante a queima mais completa do combustível, e assim reduz emissões. Por isso as montadoras estão usando cada vez mais”, explica Edson Miyazaki, diretor comercial da NGK do Brasil. “Já vendemos aqui velas especiais importadas do Japão, mas com o dólar valorizado as fabricantes de veículos querem nacionalizar mais itens. Vemos nisso uma oportunidade de aumento da demanda que poderá levar à fabricação de outros produtos desse tipo”, completa.

A NGK não revela o valor investido na fabricação da nova vela na fábrica brasileira. Miyazaki informa que foi instalada apenas uma máquina para produzir o eletrodo central de platina, sem contratação de pessoal. “Muitos dos outros processos e materiais usados são comuns a outros tipos de velas, como a produção do isolador. Assim não foi necessário investir em uma linha completamente nova, só a parte que produz o eletrodo especial”, explica.

O executivo também não diz qual é a capacidade de produção, mas garante que a planta de Mogi está preparada para atender qualquer demanda. “Se for necessário podemos investir nisso”, afirma. Hoje com potencial produtivo da fábrica brasileira é de 6,5 milhões de velas por ano. O aftermarket, incluindo exportações, representa 80% das vendas e o fornecimento direto às montadoras fica com os 20% restantes. Com exceção da Toyota e do Grupo PSA Peugeot Citroën, todos os outros fabricantes são clientes.

Segundo Myiazaki, a vela com ponta de platina é um meio termo, custa o dobro da convencional, mas menos do que a de irídio, que é de quatro a cinco vezes mais cara. “A G-Power apresenta benefícios de desempenho muito parecidos com a vela de irídio e por isso é uma boa opção. A estratégia é estimular o mercado para aumentar a demanda por velas especiais por meio de um produto que oferece excelente custo-benefício”, pontua. A NGK também tem a linha de velas Iridium importadas do Japão, que ainda não têm escala suficiente para justificar a fabricação no Brasil.

O segredo das velas de alto desempenho é o eletrodo mais fino que pode ser feito com materiais nobres, o que torna a ignição mais fácil e a combustão mais homogênea dentro do cilindro do motor. Enquanto o eletrodo central de irídio tem 0,4 milímetros, o de platina mede 0,6 mm e o convencional 2,6 mm.