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Automec

NGK quer movimentar negócios com o Inovar-Auto

A NGK trabalha para aquecer seus negócios com a chegada do Inovar-Auto. A companhia tenta vender no Brasil uma nova tecnologia de velas de ignição que promete ajudar as fabricantes de veículos a atender as metas de redução de consumo e de emissões. “São componentes com maior eficiência, com eletrodos mais finos, que podem reduzir em até 1% o consumo de combustível”, garantiu Edson Miyazaki, diretor de planejamento estratégico da organização, durante a Automec, feira voltada ao setor de reposição automotiva que acontece em São Paulo entre os dias 16 e 20 de abril.
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Giovanna Riato

16 abr 2013

2 minutos de leitura

Há ainda aumento da durabilidade da peça, que chega a 160 mil quilômetros. Os ganhos são efeito do novo material empregado no componente, o Irídio. A liga metálica é produzida no Japão, onde há exploração do insumo. Miyazaki conta que tem apresentado a nova vela de ignição aos clientes no Brasil, que demonstram interesse. Apesar disso, a chegada da tecnologia ao mercado nacional esbarra no alto preço, que chega a ser 10 vezes maior do que o das velas convencionais. O executivo admite que, para reduzir essa diferença, seria necessário produzir localmente e em alto volume.

EXPECTATIVAS PARA O MERCADO

Depois de ter encerrado 2012 sem crescimento, a NGK iniciou este ano com a produção aquecida. A fábrica da empresa em Mogi das Cruzes (SP) opera em plena capacidade, de seis milhões de velas por mês. Cerca de 25% do volume é exportado para países da América do Sul e para outras plantas da companhia no mundo, o restante abastece o mercado interno.

A empresa não tem investimentos anunciados para o País mas, se o ritmo se mantiver, ampliações da operação local podem ser consideradas a partir do ano que vem. Miyazaki teme, no entanto, que 2013 não termine com saldo tão positivo. Para ele, o cenário para o segundo semestre ainda é incerto. Com a restrição do crédito e a ameaça de aumento da inflação, que diminui o poder de compra do consumidor. “Apenas a redução do IPI não vai sustentar o crescimento das vendas de veículos. Precisamos de uma conjuntura favorável”, explica.