Há ainda aumento da durabilidade da peça, que chega a 160 mil quilômetros. Os ganhos são efeito do novo material empregado no componente, o Irídio. A liga metálica é produzida no Japão, onde há exploração do insumo. Miyazaki conta que tem apresentado a nova vela de ignição aos clientes no Brasil, que demonstram interesse. Apesar disso, a chegada da tecnologia ao mercado nacional esbarra no alto preço, que chega a ser 10 vezes maior do que o das velas convencionais. O executivo admite que, para reduzir essa diferença, seria necessário produzir localmente e em alto volume.
EXPECTATIVAS PARA O MERCADO
Depois de ter encerrado 2012 sem crescimento, a NGK iniciou este ano com a produção aquecida. A fábrica da empresa em Mogi das Cruzes (SP) opera em plena capacidade, de seis milhões de velas por mês. Cerca de 25% do volume é exportado para países da América do Sul e para outras plantas da companhia no mundo, o restante abastece o mercado interno.
A empresa não tem investimentos anunciados para o País mas, se o ritmo se mantiver, ampliações da operação local podem ser consideradas a partir do ano que vem. Miyazaki teme, no entanto, que 2013 não termine com saldo tão positivo. Para ele, o cenário para o segundo semestre ainda é incerto. Com a restrição do crédito e a ameaça de aumento da inflação, que diminui o poder de compra do consumidor. “Apenas a redução do IPI não vai sustentar o crescimento das vendas de veículos. Precisamos de uma conjuntura favorável”, explica.
