
A Nissan informou ter medido de maneira inadequada as emissões de poluentes e o consumo de combustível de 19 modelos vendidos no Japão. Trata-se do segundo caso em menos de um ano em que a empresa descobriu irregularidades nos próprios processos de verificação.
A montadora informa ter encontrado ambientes de testes para emissões e consumo fora dos padrões na maioria de suas fábricas no Japão, gerando assim relatórios imprecisos.
As ações da Nissan fecharam em baixa de 5% na segunda-feira, 9, em seu menor valor em mais de um ano. Embora a notícia tenha sido divulgada após o pregão, a companhia havia dito anteriormente que faria um anúncio sobre seus testes de emissões, gerando especulações.
A nova confissão ocorre depois de a Nissan ter admitido em outubro de 2017 que, durante décadas, profissionais não certificados assinaram as verificações finais dos carros vendidos no Japão, o que provocou um recall de 1,2 milhão de veículos. Ano passado a empresa chegou a suspender a produção de seus modelos para o mercado japonês a fim de corrigir os processos de inspeção.
“Percebemos que nossa conscientização quanto à conformidade continua falhando”, afirmou a jornalistas o diretor de operações, Yasuhiro Yamauchi.
O executivo acrescenta que a empresa fará uma investigação sobre a questão, o que deve levar um mês ou mais. No comunicado, a Nissan informa que o problema não afeta a segurança dos usuários japoneses e também não compromete os veículos exportados a partir do Japão, já que estaria relacionado apenas aos requisitos do mercado interno.
Em 2016, as marcas Suzuki e Mitsubishi também admitiram irregularidades em processos de medição. Meses depois a Nissan comprou a Mitsubishi.