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Nissan aposta em mais de uma solução de transição energética no Brasil

Presidente da empresa de origem japonesa no país diz que montadora apostará em tecnologias distintas durante processo
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Marcus Celestino

29 mar 2023

3 minutos de leitura

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A Nissan aposta em diferentes tipos de soluções durante o processo de transição energética no Brasil. É o que garante Gonzalo Ibarzábal, argentino que assumiu a presidência da companhia no país em janeiro deste ano – em substituição a Airton Cousseau, que rumou para a sul-coreana Hyundai.

De acordo com o executivo, a Nissan pretende ampliar a oferta com modelos diversos, focados em segmentos estratégicos. “Tivemos participação de cerca de 3% do mercado no ano passado. Queremos crescer e, para isso, já estamos nos movimentando para aumentar nosso portfólio”, comentou Ibarzábal. A expectativa da empresa é de vender por volta de 10% mais veículos em 2023.

Para tal, a montadora de origem nipônica deposita suas fichas em modelos como o Sentra, lançado recentemente, e na renovação do Versa. Além disso, é certo que se valerá de modelos equipados com o tão aguardado sistema híbrido e-Power – prometido já faz algum tempo para nosso mercado. A tecnologia deverá chegar aqui por meio do Kicks e do X-Trail.


Leia também:– GM destoa de outras montadoras e quer transição rápida para elétricos puros no Brasil– Nissan vai investir US$ 250 milhões no Brasil e quer topo do mercado


“Queremos intensificar nosso processo de eletrificação no Brasil e, por isso, contamos com parceiros e estamos olhando para o futuro”, salienta o presidente da Nissan. Gonzalo Ibarzábal comenta ainda que segue nos planos da montadora o lançamento do Ariya no país. O SUV puramente elétrico vem sofrendo com a escassez de semicondutores e, segundo a agência Reuters, a fabricante japonesa enfrenta problemas para manter ritmo adequado de produção do modelo.

Transição energética da Nissan no Brasil

A Nissan terá de correr a fim de atender às suas próprias metas. A montadora revisou recentemente seus planos acerca da eletrificação, e disse que irá lançar 27 veículos eletrificados, sendo 19 destes puramente elétricos, até 2030. Tal faz parte, vale frisar, de estratégia global da companhia. No entanto, evidentemente que alguns desses produtos, como o Ariya, deverão chegar ao Brasil. 

Por aqui, a fabricante aposta em mais de uma solução, com maior enfoque, ao menos aparentemente, nos híbridos. “Claramente, nessa transição pela qual a indústria automotiva passa, teremos tecnologias distintas, como a e-Power, que serão capazes de fazer volume. Também temos o Leaf, puramente elétrico, que vende muito bem [no Brasil]. Teremos diferentes etapas dentro do processo”, explica Ibarzábal.


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Etapas diferentes e, certamente, produtos com tecnologias distintas tal qual a e-40rce. O sistema de tração integral é capaz de, segundo a Nissan, aprimorar pontos importantes por meio de fornecimento de torque imediato às quatro rodas e de distribuição mais adequada de potência. A solução, que se vale de dois motores elétricos, toma como inspiração os bólidos de terceira geração (Gen3) da Fórmula E – competição de monopostos da qual a fabricante faz parte.

“Atualmente, os carros da Fórmula E têm dois motores, um em cada eixo. Isso melhora equilíbrio, aderência ao solo e, consequentemente, a segurança”, diz Fernando Medina, gerente de veículos eletrificados da Nissan América do Sul. O executivo complementa ainda dizendo que a tecnologia e-4orce, ao menos por ora, estará presente apenas em veículos considerados intermediários e também nos modelos topo de linha da montadora.

Além disso, Medina destaca ainda que a Nissan, assim como outras fabricantes, investe pesado em baterias de estado sólido. Para o gerente de veículos eletrificados da montadora na América do Sul, tais baterias poderão estar em veículos de passeio dentro de um período de cinco anos.