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Nissan, com prejuízo, dispensará 20 mil trabalhadores

Carlos Ghosn praticamente ressuscitou a Nissan no início da década, quando assumiu o comando da companhia. Desde então, vinha fechando os balanços da terceira maior montadora japonesa com lucro. Agora enfrenta outro enorme desafio diante da crise global. Depois de anunciar um prejuízo de US$ 904 milhões no terceiro trimestre fiscal e prever perda de US$ 2,9 bilhões no ano fiscal que termina em março, ele programa a demissão de vinte mil empregados globalmente.
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10 fev 2009

1 minutos de leitura

Com o iene valorizado os resultados financeiros da Nissan ficaram comprometidos na matriz e Ghosn pretende transferir parte da produção de veículos no Japão (onde doze mil empregados serão demitidos) para regiões que apresentam custo de montagem é menor. Sua popularidade no país, que já foi bastante alta, certamente ficará abalada com a iniciativa.

As dificuldades da Nissan não são uma exclusividade entre as montadoras japonesas. A Toyota deve perder US$ 3,85 bilhões no balanço de março (a empresa nunca teve prejuízo antes) e dispensar alguns milhares de trabalhadores temporários. A Honda projeta um lucro de US$ 879 milhões, mas vai cortar 3.100 funcionários temporários.