Com o iene valorizado os resultados financeiros da Nissan ficaram comprometidos na matriz e Ghosn pretende transferir parte da produção de veículos no Japão (onde doze mil empregados serão demitidos) para regiões que apresentam custo de montagem é menor. Sua popularidade no país, que já foi bastante alta, certamente ficará abalada com a iniciativa.
As dificuldades da Nissan não são uma exclusividade entre as montadoras japonesas. A Toyota deve perder US$ 3,85 bilhões no balanço de março (a empresa nunca teve prejuízo antes) e dispensar alguns milhares de trabalhadores temporários. A Honda projeta um lucro de US$ 879 milhões, mas vai cortar 3.100 funcionários temporários.