
O Mach Active, mais em conta, permanece com o 1.0 de quatro cilindros da Renault por tempo indefinido. “Percebemos que os clientes que financiam o carro por nosso banco acabam optando pelo New March pela pequena diferença nas mensalidades, mas há outras questões, como as vendas diretas, por isso não podemos definir quando o motor antigo deixará de ser utilizado”, afirma o gerente de produto Jean-Philippe Thery. Ele admite, no entanto, que este é o caminho natural.
O 1.0 antigo, de quatro cilindros, é feito em São José dos Pinhais (PR), na fábrica da Renault. Segundo a Nissan, o novo três-cilindros foi desenvolvido especialmente para carros da plataforma V (March e Versa) e por isso não será compartilhado por produtos Renault como Clio, Logan e Sandero.
O novo 1.0 deriva de um 1.2 utilizado em outros mercados. “Para baixar a cilindrada o curso dos pistões foi diminuído”, afirma Thery. No exterior há ainda uma versão turbinada, ainda fora de cogitação para o Brasil. “Não temos projeto de turbo para o March, somente motores atmosféricos”, diz. Ele também negou eventuais testes locais com turbos BorgWarner ou Honeywell Garrett.
Formado em ciências políticas, o francês Jean-Philippe Thery sempre gostou muito de automóveis, devorava revistas especializadas. Entrou no setor por uma subsidiária da Renault que produzia, entre outras coisas, telefonia para automóveis. Entre 1996 e 2002 trabalhou no Brasil na Renault e na Nissan também: “Sou um produto da Aliança!”, brinca. Depois de um período de volta à França e também após trabalhar num concorrente, Thery regressou à Nissan em novembro de 2014.