
De acordo com a Nissan a linha de produção de motores em Resende recebeu investimento de R$ 100 milhões para fabricar o novo 1.0 tricilíndrico. O aporte é adicional aos R$ 140 milhões inicialmente investidos na unidade, que começou a operar em abril de 2014 com a fabricação do propulsor 1.6 de quatro cilindros, que já equipa versões do March e também será uma opção sob o capô do novo Versa.
Com o início da produção de um segundo motor em Resende, a Nissan informa que contratou mais 25 empregados, que se juntaram aos 200 funcionários que já trabalhavam na linha. A capacidade da fábrica de motores continua igual e é a mesma da planta de montagem de veículos: 200 mil unidades/ano.
“Com a produção do novo motor de três cilindros no Brasil aumentamos o índice de integração local dos componentes e deixamos nossos automóveis ainda mais competitivos”, disse Carlos Ghosn, CEO global da Aliança Renault-Nissan, ao confirmar a jornalistas o novo investimento na terça-feira, 6, na sede da Nissan no Rio de Janeiro.
O novo motor ajuda a Nissan a atingir dois objetivos. O primeiro é aumentar o grau de nacionalização dos veículos produzidos no Brasil, para obter os abatimentos fiscais previstos no Inovar-Auto para compras nacionais e para amenizar o impacto da alta do dólar, que torna mais caros os custos de produção com peças importadas. Hoje o índice de localização em Resende é de cerca de 60% e a meta é chegar a 80% até o inicio de 2016. A segunda e igualmente importante motivação para produzir no País um motor mais econômico é atender as metas de eficiência energética também expressas pelo Inovar-Auto até 2017, que podem inclusive trazer benefícios tributários adicionais caso sejam superadas.