
O futuro do modelo já era colocado em questão desde que a Nissan anunciou, em 2011, a construção de nova fábrica no Brasil, em Resende (RJ), inaugurada no início deste ano para a fabricação dos compactos March e Versa. Com vendas em declínio nos últimos anos, o Livina e sua versão estendida Gran Livina foram descartados dos planos de crescimento da montadora no País, que preferiu concentrar esforços no maior segmento do mercado brasileiro.
Ao mesmo tempo, o fim do Livina reduz complexidade e libera espaço para a sócia Renault no Paraná. Em São José dos Pinhais o modelo é produzido na unidade de montagem de veículos comerciais, em ambiente bastante apertado, dividido ainda com a família de vans Renault Master e a picape Nissan Frontier – esta deve continuar em produção por lá.
DESEMPENHO FRACO
Este ano o Livina sequer figura entre os 50 veículos leves mais vendidos do País. De janeiro a junho foram emplacadas pouco mais de 3,5 mil unidades, o que representou expressiva queda de 18,7% sobre o primeiro semestre de 2013, ano em que as vendas já não tinham ido bem. No ano passado foram apenas 9,5 mil emplacamentos, recuo de 37% diante dos 15,3 mil de 2012.
No confronto com os principais concorrentes no Brasil, o Livina este ano figura na quarta posição, atrás de Honda Fit, Fiat Idea e Doblò, segundo critérios de classificação da Fenabrave, a associação dos concessionários. Contudo, o monovolume da Nissan é o único dos quatro primeiros do ranking a vender menos de mil unidades/mês (foram apenas 573 em junho passado), enquanto o líder Fit vende acima de 4 mil/mês.
Com preços de R$ 46,3 mil a R$ 56,9 mil, o Livina tem desempenho comercial quase tão apagado quanto seu design. Vende menos até do que carros mais caros, como o sedã Nissan Sentra importado do México.