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Mário Curcio, AB
Em outubro deste ano a Nissan começa a vender no Brasil o pequeno March. Ele virá do México para concorrer no segmento de entrada onde brigam hoje Volkswagen Gol, Fiat Uno e Chevrolet Celta, por exemplo. Nesta segunda-feira a Nissan exibiu o carrinho a um grupo de jornalistas, mas sem revelar preços nem detalhes técnicos ou de acabamento.
Já se sabe, porém, que a versão mais em conta terá motor 1.0 de 16 válvulas e preço inicial abaixo de R$ 30 mil. Esse motor será muito parecido com aquele que equipa o Renault Sandero 1.0 Flex 16V, que produz até 77 cv quando abastecido com etanol. A outra motorização será 1.6, também com 16 válvulas e flexível. Automotive Business andou num carro semelhante a esse, mas movido somente a gasolina (destinado aos mexicanos) e que produz 106 cv.
O March é gostoso de guiar, como em regra são os carros da Nissan. O câmbio de cinco marchas tem engates fáceis e a posição de dirigir é agradável. O teste do carro foi feito em um pequeno circuito que não permitiu julgar acelerações nem estabilidade, mas cada pequena impressão ao dirigir foi positiva.
O teto elevado e o bom espaço, especialmente para quatro pessoas, é um ponto alto desse Nissan. Contudo, um terceiro adulto no banco traseiro ficará bem espremido. Com 3,78 metros, o March é 1 centímetro maior que o novo Uno e por isso fácil de estacionar. A boa visibilidade para todos os lados reforça essa característica. O porta-malas é pequeno. Leva 265 litros de bagagem, 15 litros a menos que o do novo Uno.
As formas circulares dominam o interior do carro. Por conta disso, o desenho do painel de instrumentos é mais funcional que bonito ou criativo. O carro testado tinha ar-condicionado, direção com assistência elétrica, travamento automático das portas, desembaçador traseiro e até computador de bordo, entre outros itens. Estima-se que a versão 1.6 custe algo em torno de R$ 35 mil por aqui.
Assim como outros Nissan à venda no Brasil, o March não foi desenhado especialmente para o mercado brasileiro e por isso sua aceitação é uma incógnita. O que se pode dizer é que, visto de perto, ele é bem diferente dos carros que já estão à venda por aqui e haverá mais gente aprovando que torcendo o nariz.