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Redação AB
A Nissan estuda dobrar sua capacidade de produção no México para algo como 600 mil unidades/ano, com a construção de uma nova fábrica no país, segundo informou no mês passado o jornal japonês de negócios Nikkei. A informação foi parcialmente confirmada na terça-feira, 10, pelo CEO da companhia, Carlos Ghosn (foto), durante o Automotive News World Congress, que acontece em Detroit, Estados Unidos. O executivo disse que de fato a ampliação está sendo planejada para atender ao sensível aumento de demanda de exportações a partir da planta mexicana para mercados da América do Norte e do Sul. Contudo, Ghosn não confirmou a amplitude do aumento de capacidade nem para quais modelos o investimento seria feito.
Segundo reportagem da agência Automotive News, a Nissan atualmente passa por dificuldades para atender a demanda crescente do mercado norte-americano, especialmente nos Estados Unidos, onde as vendas da marca cresceram 15% em 2011, para pouco mais de 1 milhão de unidades. A principal preocupação é aumentar a produção do sedã Altima, o mais bem vendido da marca na América do Norte e atualmente fabricado nas duas unidades industriais da Nissan em solo estadunidense, em Canton (Mississipi) e Smyrna (Tenessi).
Juntas, as duas fábricas podem fazer de 25 mil a 30 mil Altima por mês, número bastante abaixo de seus principais concorrentes nos Estados Unidos, a Toyota com o Camry e a Honda com o Accord. Em Canton a linha do sedã já opera em três turnos. Canton trabalha em dois turnos, mas lá a Nissan está acrescentando três novos modelos à produção: os crossovers Rogue e Infiniti JX e o sedã elétrico Leaf.
Assim, a alternativa para aumentar a produção do Altima é o México, que poderia fabricar o modelo ou assumir a produção de algum outro para abrir mais espaço nas plantas americanas. “Vamos anunciar alguma capacidade adicional no México nas próximas semanas”, disse Ghosn nos corredores do congresso da Automotive News.