Para o início das operações em Resende, em 2014, estava planejada a produção de dois carros: o compacto March e o sedã Versa, ambos montados sobre a mesma plataforma, que usariam motores 1.6 importados do México – o 1.0 que o March usa já é feito no Brasil pela sócia Renault. Só depois seria avaliada a necessidade da fábrica local de motores. Mas o empreendimento deve ser apressado, segundo apurou Automotive Business, para elevar o índice de nacionalização dos veículos e atender às exigências do novo regime automotivo, evitando assim a elevação de imposto (IPI) que será aplicada sobre modelos com baixo conteúdo local.
A mesma motivação levou a Toyota a anunciar, no início deste mês, o investimento de R$ 1 bilhão para construir uma fábrica de motores em Porto Feliz (SP), que deve começar a produzir em 2015, para aumentar o grau de nacionalização do Etios e Corolla (leia aqui).
A Nissan, por enquanto, não confirma a produção de motores em Resende, nem informa se o investimento terá de ser aumentado para esse fim. A fábrica terá capacidade inicial de 200 mil unidades/ano. Por indução, uma unidade de motores deveria ter potencial parecido.