
A Nissan considera que o ano de 2024 é uma época de preparação para um importante salto que a marca japonesa planeja dar no mercado local. Até dezembro, a montadora pretende preparar cadeia de fornecedores e rede de concessionários para uma nova fase no país, que terá adição de três modelos a sua oferta.
Em 2025, chega ao mercado a nova geração do utilitário esportivo compacto Kicks, produzido na fábrica de Resende (RJ). Na sequência, ainda sem data de estreia, chegam mais um SUV médio e uma picape médio-compacta.
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Esse SUV médio novo será maior do que o Kicks, sugeriu na quinta-feira, 27, Guy Rodríguez, presidente da Nissan América Latina, sem entrar em mais detalhes a respeito do modelo.
Já a picape anti-Toro terá o seu desenvolvimento compartilhado com a Renault nos mesmos moldes do que acontece hoje com as picape Alaskan e Frontier.
Ambas as empresas seguem unidas na mesma aliança, ainda que o grupo tenha sofrido alterações societárias.
“O que muda hoje é que ambas as empresas têm mais autonomia sobre o que fazer. Não existe mais a obrigação de colaborarem. Se o projeto de uma complementa o da outra, podem ser feitos em conjunto”, disse o executivo.
Nissan segue como parceria local da Renault
O exemplo disso é a nova picape que a Nissan pretende lançar no país para explorar o lucrativo segmento de médio-compactas, dominado pela Toro. E que seguirá o que deu certo no modelo das irmãs maiores Alaskan e Frontier.
Em outras palavras, a picape inédita da Nissan vai compartilhar as linhas da fábrica de Córdoba, na Argentina, com a futura médio-compacta da Renault, bem como os fornecedores, promovendo redução de custos para ambos os lados.
Rodríguez disse, ainda, que a fábrica de Resende está de 80% a 90% pronta para produzir a nova geração do Kicks, que será maior do que a atual e equipada com novo motor turbo, que também será fabricado na unidade. Inclusive, um protótipo já foi montado em Resende, segundo Guy Rodríguez.
Será com esse line-up, que também tem a versão atual do Kicks (que seguirá sendo vendida), os sedãs Versa e Sentra e a picape Frontier, que a empresa pretende deter até 6% do mercado nacional.
O resultado, caso se confirme em algum momento no futuro da montadora, representará o dobro da fatia de mercado que empresa encerrou em 2023: 3%.
Nissan ainda avalia seu plano local de eletrificação
Se a oferta está definida na busca por maior participação, ainda segue no campo da dúvida o movimento que a empresa vai tomar a respeito de eletrificação.
À princípio, a empresa não se mostra muito entusiasmada com a grande tendência do mercado, que não é outra coisa senão os motores híbridos flex que predominam em boa parte dos planejamentos das demais montadoras com operação no país.
Fora do país, o que a montadora oferece de mais próximo às tecnologias que já são utilizadas aqui pelas concorrentes é o sistema E-Power, que combina um pequeno motor de combustão com um ou dois elétricos – mas só estes tracionam as rodas enquanto o movido a combustível abastece as baterias.
“Se deu certo no México, tem tudo para dar certo aqui no Brasil também”, disse Rodríguez, que complementou que a gama de veículos equipadas com o E-Power no México representam 15% das vendas da montadora naquele país.
Questionado sobre uma eventual lentidão na Nissan em apresentar a sua solução verde para o país, o executivo afirmou que esse é o tipo de preocupação que a montadora não tem por ora.
Encabeçam a lista de prioridades o crescimento ano a ano com os modelos que já estão previstos para chegar ao mercado, assim como o reforço da rede e a negociação com a base de fornecedores, que vai aumentar de 90 para 117 empresas com a chegada dos três novos modelos.
“Vamos ser maiores do que hoje em dez anos, é isso o que podemos garantir”, finalizou Rodríguez.
