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América Latina

Nissan quer ser top 3 na América Latina

Com expectativa de dobrar sua participação de mercado no Brasil e mais que quadruplicar sua cota na Argentina, a Nissan quer ser uma das três marcas de veículos mais vendidas na América Latina até 2022, considerando todos os 38 países da região. “Já estamos nessa posição em cerca de 30% desses mercados, onde vendemos 60% de nossos carros, o que nos dá a média de 8% de market share (porcentual puxado pelo México, onde a marca japonesa lidera com quase 25% das vendas). Para atingir o objetivo de ser top 3 é necessário avançar no Brasil e Argentina, que juntos representam 70% do mercado latino-americano”, explica Jose Luis Valls, chairman da Nissan América Latina.
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pedro

10 nov 2016

3 minutos de leitura

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Valls reforçou a ambição de crescimento da marca na região em entrevista durante o Salão do Automóvel de São Paulo (10 a 20 de novembro no SP Expo). Ele calcula que para colocar a Nissan entre as três marcas mais vendidas na América Latina será necessário abocanhar entre 5% e 6% dos mercados brasileiro e argentino. A fabricante já aumentou sua participação no Brasil, que cresceu de 2,5% para cerca de 3,5% após o lançamento do SUV Kicks – ainda importado do México, mas que passa a ser produzido na fábrica brasileira em Resende (RG) a partir de março de 2017. Na Argentina a marca segue estagnada em 1,4%, “porque lá estamos limitados ainda a uma cota máxima de importação do México de 8 mil veículos por ano”, explica o executivo.

A situação na Argentina deve começar a mudar para melhor com reflexos positivos também para a operação brasileira. Valls lembra que em breve começa a ser produzida no país vizinho, na planta da sócia Renault em Córdoba, a nova geração da picape Frontier (apresentada no salão), que deverá ter 60% da produção voltada à exportação, principalmente para o mercado brasileiro. Na mão contrária, a fábrica no Brasil deverá em 2017 passar a exportar 30% dos March, Versa e Kicks feitos em Resende, especialmente para os argentinos. Com isso, 80% das vendas em ambos os países serão de veículos fabricados localmente, assim a Nissan pode ir além da cota apertada na Argentina e aproveitar o regime mais flexível de comércio entre os países do Mercosul, ampliando participação nos dois lados da fronteira.

As exportações ajudarão a ampliar o uso da capacidade da fábrica de Resende, de 200 mil veículos/ano, hoje utilizada em apenas um terço. Para isso Valls também espera pelo aumento de participação da Nissan no Brasil, para perto de 4% em 2017, turbinada por leve recuperação do mercado. “Temos agora um bom portfólio de produtos para continuar crescendo no Brasil, que deve começar a se recuperar lentamente”, avalia.
A expectativa da Nissan para mercado brasileiro de veículos em 2017 é de crescimento modesto, em torno de 2%. “Estamos sendo conservadores, mas sabemos que o potencial é muito maior”, pontua Valls. Dentro do ano fiscal japonês, que vai de abril de 2016 a março de 2017, a projeção de vendas é de 2,1 milhões de unidades no Brasil e 750 mil na Argentina.