
A Nissan reportou prejuízo no seu ano fiscal encerrado em abril, mostrando que terá pela frente um ano desafiador em termos de recuperação.
Segundo seu balanço, a empresa registrou perda de US$ 4,3 bilhões no período. No ano fiscal anterior, em 2023, a empresa obteve ganhos da ordem de US$ 2,75 bilhões.
A manutenção do patamar de receita no período, na casa dos US$ 81 bilhões, mostram que a empresa enfrenta, de fato, problemas para obter lucro em sua operação.
A manutenção do volume de vendas parecido com 2023, cerca de 3,3 milhões de unidades, também reforçam a premissa.
Os fatores que se mostram com entraves à sua lucratividade vão desde a perda de margem de lucro, que caiu de 4,5% para 0,6%, até problemas com fluxo de caixa, o quais corroeram os recursos da montadora.
Sem mencionar, claro, a concorrência agressiva, inflação global, flutuações cambiais e incertezas regulatórias, especialmente relacionadas às tarifas comerciais nos EUA, que também dilapidaram os seus resultados.
Produção do Sentra de mudança para os Estados Unidos
O plano de ação da companhia para reverter o cenário, segundo consta no balanço, indica uma preocupação em mitigar os efeitos das tarifas nos EUA, otimizando a capacidade produtiva local.
Na quarta-feira, 14, o site Automotive News informou que a montadora vai sacar a produção do sedã Sentra do México para inseri-la em uma fábrica subutilizada no Mississippi.
“Em nossos esforços relacionados à política tarifária americana, já estamos priorizando produtos fabricados nos EUA, otimizando a capacidade local, realocando a produção exposta a tarifas alfandegárias e trabalhando conjuntamente com fornecedores para localização e rápida adaptação às demandas de mercado”, informou a montadora em nota.