
O relatório é baseado em estatísticas oficiais locais. Na maioria dos anos avaliados, o Nissan Tsuru aparece com a maior pontuação de mortalidade por acidentes em que estava envolvido. Entre 2007 e 2012, hove 2.011 acidentes fatais envolvendo este modelo, resultando em 4.102 mortes, representando uma média de 335 colisões e de 684 mortes por ano.
– Veja aqui o relatório completo sobre o Nissan Tsuru no México (em inglês).
Segundo o relatório, o Nissan Tsuru foi testado pelo Latin NCAP em 2014, tendo anotado o pior resultado possível para a avaliação – zero estrela – que representa baixa ou nenhuma proteção aos ocupantes adultos e para crianças.
“É surpreendente ver como o governo mexicano ainda está permitindo que este modelo seja vendido. O México é um dos mais importantes países exportadores de veículos do mundo e exporta para as economias mais maduras que têm o estado da arte em segurança. O Latin NCAP está incomodado pela forma como a indústria modifica conforme sua conveniência as normas de segurança proposta pelo governo em função de melhorar a segurança dos veículos de todos os mexicanos. O Nissan Tsuru deve ser retirado do mercado latino-americano”, declara o secretário-geral do Latin NCAP, Alejandro Furas.
O secretário geral do Global NCAP reforça a preocupação da entidade sobre os dados do Latin NCAP relacionados ao Nissan Tsuru: “Ao continuar a vender o Tsuru, no México, a Nissan está explorando a falta de padrões de testes de colisão e expondo seus clientes a um risco totalmente evitável de morte e ferimentos graves. Antes da aplicar as normas de segurança da ONU, a Nissan deve fazer a coisa certa e retirar de venda deste modelo de sub-padrão e inseguro”.
O El Poder del Consumidor, organização que protege os direitos dos consumidores no México, mostra que a população ainda não tem consciência dos padrões de segurança dos veículos: “Na pesquisa de segurança do veículo nacional, que foi realizada em novembro do ano passado, verificou-se que mais de 90% dos condutores de veículos não seguros não estão cientes da falta dos padrões de segurança de seus carros”, disse Stephan Brodziak. “Infelizmente regulamentos para automóveis mexicanos são concebidos para proteger a margem crescente da indústria do automóvel em detrimento da segurança da população”, conclui.