
Goto ainda não consegue dimensionar o tamanho da ambição da NNG para o mercado original de fábrica brasileiro: “Isso depende muito de projetos com plataformas globais e outros ainda confidenciais.” A empresa não revela plano de investimento para o País, mas, seja como for, está vindo com tudo e abrirá escritório em São Paulo já no início de 2016.
A equipe cuidará de requerimentos locais como fornecimento direto às montadoras, aos principais sistemistas e para o mercado de acessórios. A presença local servirá para fortalecer a marca, segundo o executivo. Em todo o mundo a empresa detém algo entre 40% e 50% do mercado de OEM.
“Trabalhamos com 34 fabricantes e somos extremamente flexíveis, conseguimos entregar o que a montadora quiser em um prazo muito curto”, garante o presidente mundial da empresa, David Wernik.
Como vantagens, a NNG oferece mapas sempre atualizados (via smartphone) e promete pacote cada vez mais conectado a serviços como informações sobre tráfego, pontos de interesse, previsão do tempo e outros.
A NNG acredita que a navegação conectada (smartphone associado à central multimídia) vai dominar os carros compactos no Brasil e o segmento de luxo tende a alavancar os serviços conectados.
Vale ressaltar que a NNG não produz equipamentos, mas mapas, softwares de navegação. Entre os fabricantes para os quais ela fornece estão Pioneer e Harman Kardon. A matriz da companhia fica em Budapeste, na Hungria. Em todo o mundo são 12 escritórios, empregando cerca de 900 colaboradores, dos quais 80% são engenheiros.