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No Brasil, mão de obra tem alto custo e baixa produtividade

Vivemos no Brasil uma combinação perversa de falta de mão de obra, baixa produtividade e alto custo do trabalho. A constatação é de José Pastore, professor de relações do trabalho da FEA-USP e membro da Academia Brasileira de Letras. Ele assegura que essa equação não fecha, pois nenhuma empresa ou país pode ter êxito com altos custos e baixa produtividade. Ele tratará desse tema em palestra no II Fórum de RH na Indústria Automobilística, na qual tratará também dos percalços na legislação e do impacto das novas tecnologias no emprego do futuro.
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Redação AB

05 mai 2014

1 minutos de leitura

Ele entende que, com um crescimento demográfico declinante, a atual falta de mão de obra com salários altos tenderá a se perpetuar. A saída será utilizar tecnologias que permitem reduzir custos, aumentar quantidade, diminuir tempo e melhorar a qualidade. “Só assim a produtividade aumentará e poderá ocorrer um trajetória ascendente de salários e benefícios”, observa.

Para Pastore, em setores de ponta, como o automotivo, as empresas já usam largamente mecanização, automação e robotização – mas são poucos os fornecedores que apresentam o mesmo padrão. “A defasagem é enorme”, afirma, lembrando que muitos players da cadeia de suprimentos argumentam, com razão que, sem escala, é antieconômico mecanizar ou robotizar.

Para mais informações sobre o assunto, leia na seção de Análise do Portal Automotive Business o artigo do professor José Pastore “O impacto das tecnologias sobre o emprego”.