
Parte dos estados do Nordeste preparam uma ofensiva para manutenção do incentivos do regime automotivo regional até 2032. Uma espécie de resposta à posição adotada pelas montadoras de veículos instaladas no Sul e no Sudeste, contrárias aos benefícios.
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Segundo Jerônimo Rodrigues, governador da Bahia, um documento está sendo preparado em conjunto com representantes de Pernambuco, onde a Stellantis mantém operações produtivas, para dissuadir senadores e o governo federal da ideia de que os benefícios precisam expirar.
“A posição da Bahia é de que os benefícios do regime sejam mantidos por mais tempo, até para poder justificar mais investimentos das montadoras na região”, contou o governador na quinta-feira, 17, durante evento da BYD realizado em São Paulo (SP).
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O governador explicou que durante as negociações com a montadora acerca de investimento na região, da ordem de R$ 3 bilhões, um dos pedidos da fabricante foi que o estado pudesse de alguma forma manter os incentivos federais na região.
O conteúdo do documento preparado pelos estados nordestinos não foi apresentado no detalhe pelo governador na oportunidade. Porém, ele afirmou que são pleitos das regiões para garantir a industrialização local.
Do outro lado da trincheira na guerra fiscal, as montadoras do Sul e do Sudeste estão exercendo influência em interlocutores do congresso, em Brasília (DF), para que a extensão dos incentivos regionais não avancem no Senado, caso o assunto seja colocado novamente em votação.
Em julho, pouco antes da PEC 45 ir à votação na Câmara dos Deputados, um adendo foi anexado à proposta de emenda solicitando justamente a extensão dos benefícios regionais até 2032. Os incentivos vencem, segundo a lei atual, em 2025.
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A proposta não avançou, sendo rejeitada em votação apertada na casa. Contudo, há grande expectativa entre as montadoras a respeito da volta desse tema no texto da PEC que, hoje, tramita no Senado.
O texto deverá ser votado até novembro, pelas contas do presidente da casa, Rodrigo Pacheco. Até lá, montadoras e estados se armam para defender os seus interesses.
