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Nosso etanol na briga Obama vs. McCain

Enquanto o mercado de petróleo é campo de boas e más notícias para o Brasil – más no curto prazo, mas com um horizonte promissor – os investimentos na produção de álcool se avolumam no Brasil com a participação do capital estrangeiro. Segundo o jornal Valor, a participação de multinacionais no setor sucroalcooleiro deverá crescer no país nos próximos anos. Hoje 15% da produção de cana-de-açúcar já está nas mãos de capital estrangeiro, segundo cálculos do secretário de Produção e Agroenergia do Ministério da Agricultura, Manoel Bertone. A estratégia brasileira para a criação de .um mercado global de etanol depende dessas aplicações locais, mas também de investimentos em outras regiões do planeta. As reações ao nosso avanço são pesadas em alguns casos. Nos Estados Unidos o candidato Barack Obama diz que não faz sentido trocar a dependência do petróleo importado pela dependência do etano do Brasil. Do outro lado, o republicado John McCain também bate forte, enquanto Obama defende os subsídios milionários aos produtores de milho, que nem de longe a ameaça a produtividade da nossa cana-de-açúcar na fabricação de etanol. McCain é contra os subsídios e as tarifas de proteção aos produtores de milho. É claro que o lobby do milho apóia Obama, enquanto nosso setor sucroalcooleiro, se pudesse, votaria em McCain.
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cria

25 jun 2008

1 minutos de leitura