
O título da matéria no Estadão do dia 16 de setembro, por exemplo, dizia que ‘álcool polui tanto quanto gasolina’ ao fazer referência ao ranking do Ibama. Na relação os melhores classificados são veículos avaliados com gasolina.
A afirmação do jornal, talvez inesperada para Minc, contraria os esforços do governo na promoção do etanol. Os veículos classificados foram fabricados em 2008, quando as normas de emissões para veículos leves vigentes obedeciam a legislação L4 do Conama. Agora as regras avançaram para L4.
Paulo Saldiva, coordenador do Laboratório de Poluição da USP, disse ao Estadão que a divulgação do MMA é ‘uma ótima notícia’: o governo foi mais forte que as montadoras.
Já especialistas do setor, como o presidente da Comissão de Energia e Meio Ambiente da Anfavea, Joseph Henry Jr., admitem que houve interpretações equivocadas e faltaram explicações. “O álcool, ao longo de toda a cadeia de produção e utilização como combustível, é menos poluente do que a gasolina” – assegurou.
A TV Automotive Business entrevistou Henry sobre o tema, obtendo sua posição como representante da Anfavea. Ele esclareceu que a entidade é favorável à divulgação das emissões dos veículos, dentro de uma nova perspectiva, e fala sobre a melhor forma de medir e classificar a performance dos produtos.
Assista a entrevista no Media Center Automotive Business – https://www.automotivebusinesstv.com.br/videos.aspx?idcat=1&dscat=Entrevistas&id=20&title=Nota Verde do MMA detona imagem do etanol.