
Nas versões SRV e SRX a nova picape traz assistente de partida em rampas (HAC), que ajuda em terrenos difíceis ou mesmo na cidade. Ele aciona os freios automaticamente nas paradas em subida. A SRV e a SRX têm também o controle de tração ativo (A-TRC), que previne derrapagens ou desgarradas laterais porque aplica pressão automática nos freios de qualquer uma das quatro rodas que esteja perdendo aderência, ao mesmo tempo em que transmite mais torque à roda oposta.
O bloqueio do diferencial traseiro é de série em todas as versões. Quando ativado ele faz com que as duas rodas traseiras girem na mesma velocidade, evitando que uma delas patine e dificulte o movimento da caminhonete em piso escorregadio.
A versão SRX conta com o assistente de controle de descida (DAC). Em uma ladeira mais íngreme, se o freio motor não for suficiente, o motorista ativa o DAC em um botão no painel e a pressão do freio é enviada automaticamente às quatro rodas. O recurso faz com que a picape desça bem lentamente qualquer pirambeira e o motorista só tem o trabalho de usar o volante para se manter na trilha.
BOA DE DIRIGIR EM QUALQUER TERRENO
Automotive Business avaliou a Hilux 2016 em pequenos trechos de terra e asfalto. As novas suspensões têm mesmo um bom acerto. O eixo rígido traseiro ainda pula um bocado, mas o trabalho feito pela Toyota permite viajar na picape com algum conforto até mesmo em pisos de terra bastante irregulares.
A picape testada era uma SRX com câmbio automático de seis marchas, única transmissão disponível para a nova Hilux por enquanto (leia aqui). Essa caixa permite trocas sequenciais, mas só na alavanca de mudanças. Pelo preço inicial das versões automáticas (R$ 162.320 na SR), bem que a Toyota poderia oferecer borboletas para troca de marcha no volante. Mas nem a topo de linha HRX (R$ 188.120) traz o recurso.
Vale dizer também que as mudanças no modo sequencial são demoradas. De forma geral a Hilux agrada e aqueles que mantiverem a alavanca em Drive vão poder aproveitar as qualidades da picape, o conforto e o bom desempenho propiciado pelo novo motor 2.8 turbodiesel de 177 cavalos. Esse propulsor tem 6 cv a mais que o 3.0 anterior e 25% mais torque na opção automática (na manual serão 22% a mais). As ultrapassagens em estrada são fáceis e a 120 km/h mal se ouve o motor funcionando ali na frente.
Mudanças na cabine resultaram em mais espaço para os joelhos de quem vai atrás e para as pernas na dianteira. Novo câmbio automático tem seis marchas e permite trocas sequenciais na alavanca. Caçamba está 0,5 cm mais longa, 2,5 cm mais larga e 3 cm mais alta. Apoio da tampa agora é feito por placas de aço em vez de cabos.
Segundo a Toyota, o consumo para as versões automáticas é de 9 km/l na cidade e de 10,5 km/l na estrada. Com câmbio manual serão 9,3 km/l em uso urbano e 11,2 km/l em rodovia.
EQUIPAMENTOS E VERSÕES
Um confronto entre a cabine dupla SR 2016 (R$ 162.320) e a SRV 2015 (R$ 163.500) mostra mudanças importantes em equipamentos. A nova SR tem seis marchas, rodas de 17 polegadas, airbags frontais e de joelho. Na antiga SRV as rodas eram 16”, a transmissão tinha cinco velocidades, as rodas usavam aro 16” e havia airbags frontais apenas. A nova SR traz porta-luvas refrigerado e faróis com nivelamento manual mais Folow Me Home, itens que a SRV antiga não oferecia. No entanto, a SRV 2015 tinha bancos de couro com ajuste elétrico, que não estão na SR 2016.
Já a lista da SRV modelo 2016 (R$ 177 mil) recebe navegador GPS, TV digital, ar-condicionado automático com saídas para o banco de trás, faróis de neblina, painel de instrumentos colorido e alarme ultrassônico. As rodas têm 17 polegadas.
A topo de linha SRX traz, além desses itens, rodas aro 18”, airbags laterais e de cortina, chave presencial com botão de partida, faróis de LEDs com nivelamento automático e luz diurna. A caçamba das versões de cabine dupla está meio centímetro maior (1,525 mm), 2,5 cm mais larga (1,540 mm) e 3 cm mais alta (480 mm). Para aumentar a resistência, o apoio da tampa da caçamba utiliza agora placas de aço em vez de cabos.
No primeiro trimestre de 2016 chega o novo utilitário esportivo Hilux SW4. No segundo trimestre a Toyota passará a oferecer versões da picape com câmbio manual (chassi-cabine, cabine simples e cabine dupla STD). Embora mais simples, elas trarão de série direção hidráulica com assistência regressiva, ar-condicionado, coluna de direção com regulagem de altura e profundidade, medidor de economia de combustível, aviso sonoro de chave na ignição e luzes acesas, limpador do para-brisa com temporizador e nivelador manual dos faróis.
Vidros com dispositivo antiesmagamento, travas e retrovisores elétricos estão disponíveis a partir da versão SR. Nesta e na nova SRV os vidros trazem função um toque para subida e descida. A SRX oferece essa funcionalidade para os vidros das quatro portas. Um novo motor flex passará a equipar a picape somente na segunda metade do ano que vem.
A Hilux surgiu em 1968 no Japão. De lá para cá foram 16 milhões de unidades vendidas em 180 países. O Brasil soma 380 mil Hilux emplacadas desde os anos 1990.