
Os Estados Unidos (EUA) informaram que podem adiar as novas tarifas sobre uma série de importações chinesas, incluindo carros elétricos e suas baterias, chips de computador e produtos médicos, por pelo menos duas semanas.
O governo norte-americano disse, em maio, que essas tarifas entrariam em vigor em 1º de agosto, mas o gabinete do Representante comercial dos EUA (USTR) disse que ainda está revisando 1.100 argumentos recebidos e agora espera emitir uma determinação final em agosto. O escritório acrescentou que as novas tarifas entrarão em vigor aproximadamente duas semanas após a decisão. As informações são da Reuters.
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Em maio, o presidente Joe Biden optou por manter as tarifas impostas por seu antecessor republicano Donald Trump, ao mesmo tempo em que aumentou outras, incluindo as tarifas de importação de carros elétricos chineses para mais de 100% e a alíquota sobre semicondutores para 50%.
Washington investe bilhões de dólares em subsídios fiscais de energia limpa para desenvolver carros elétricos, energia solar e outras novas indústrias nos EUA. Autoridades do país dizem que o excesso de capacidade de produção estatal da China nesses setores ameaça a viabilidade das empresas estadunidenses. O argumento é que as tarifas visam proteger os empregos americanos de uma temida enxurrada de importações chinesas baratas.
As novas medidas afetam US$ 18 bilhões em bens chineses importados atualmente, incluindo aço e alumínio, semicondutores, veículos elétricos, minerais críticos, células solares e guindastes, disse a Casa Branca. O número de carros pode ter mais impacto político do que prático nos EUA, que importa poucas unidades chinesas.