
O compartilhamento de tecnologia apareceu como mais um ponto de discórdia na novela recente entre Renault e Nissan. À agência Reuters, fontes informaram que, dentro da marca francesa, a visão a respeito do futuro da aliança entre as companhias é mais do que financeiro, pois envolve também a engenharia da montadora japonesa.
O ponto de vista, no entanto, esbarra naquilo que mais incomoda os japoneses, que é o poder de influência dos franceses no que acreditam ter de mais valor. No caso, a área de desenvolvimento. “O que importa é o que a Nissan traz em propriedade intelectual, engenheiros e projetos comuns”, disse uma das fontes à agência.
Renault, Nissan e o equilíbrido da tecnologia
Com a Nissan detendo apenas 15% da Renault – sem direito a voto – o domínio francês da aliança tem sido um ponto de discórdia. Muitos executivos da montadora japonesa veem o relacionamento como desequilibrado, principalmente no que diz respeito ao desenvolvimento.
A preocupação da Nissan está centrada no compartilhamento de tecnologia futura com a Renault. O que inclui as baterias totalmente em estado sólido para veículos elétricos que a japonesa desenvolve atualmente, segundo outra fonte. O compartilhamento de tecnologia antiga seria o menos importante para os asiáticos.
A Renault, por sua vez, está separando seu negócio de veículos elétricos, codinome Ampere, de sua unidade de motor de combustão interna, chamada Horse. Ter a Nissan como parceira seria, no mínimo, estratégico para que a montadora francesa possa acompanhar a mudança da indústria para a eletrificação com mais rapidez.