
A Dacia, subsidiária romena da Renault, fez bastante barulho para a apresentação da nova geração do Duster. Contudo, nada foi falado em termos de eletrificação total do SUV compacto e tudo leva a crer que uma versão a bateria do modelo não chegará tão cedo.
A informação partiu da revista “Autocar”. Em entrevista à publicação, o CEO da Dacia, Denis Le Vot, foi questionado sobre quando o novo Duster teria uma versão elétrica. O executivo simplesmente respondeu com um “não sei”.
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Além disso, durante a entrevista, Le Vot deixou claro que o Duster terá espaço no mercado de motores de combustão interna (que na Europa atende pela sigla ICE) até 2032. Bom lembrar que a terceira geração do modelo usa a plataforma eletrificada CMF-B e que já nasce com uma versão híbrida e outra com um motor movido a GLP – gás liquefeito de petróleo.
Apesar das metas de eletrificação do Grupo Renault até 2030, o executivo disse que a Dacia não vai ser tão rápida neste movimento. Ele afirmou que os motores de combustão são o “pão com manteiga” da marca romena e que isso serve como uma espécie de “colete salva-vidas” para o conglomerado dentro de um “ambiente incerto”.
“Não é uma corrida para se tornar elétrico o mais rápido possível. Temos que ser consistentes. Estamos descarbonizando passo a passo, então o primeiro é o GLP e depois vamos para o híbrido completo”, declarou o CEO da Dacia.