
Caso da Iveco, que por meio do Banco CNH Industrial lança uma linha de crédito como complemento à parcela não coberta pelo Finame PSI, com 10% de entrada do valor total e prazo de 72 meses (seis anos) para quitar o parcelamento do restante.
“A opção adicional de crédito que utilizamos é tecnicamente o capital de giro (linha paralela do BNDES), na qual ofertamos com o mesmo nível de taxa de juro do Finame PSI e mesmo prazo. Além disso, oferecemos ainda a opção de financiar esse complemento em 12 meses sem juros”, diz Jucivaldo Feitosa, diretor comercial, de marketing e seguros do Banco CNH Industrial, braço financeiro do Grupo CNH, que detém a marca Iveco.
O executivo considera que a taxa atual do Finame PSI ainda é interessante para o cliente: o juro, que em 2014 era de 6,5% ao ano aumentou para 10% aa no caso de grandes empresas e 9,5% aa para as pequenas e médias. Para ele, o fator mais impactante entre as mudanças é o índice de financiamento do veículo: o crédito via PSI passou a ser de apenas 50% do valor do bem para corporações de grande porte, e de 70% para as de pequeno e médio portes. Consequentemente, a exigência no valor de entrada é de 30% (pequenas e médias empresas) ou 50% (grandes empresas), bastante elevado para a compra de bens que muitas vezes superam os R$ 200 mil.
Já para o setor de máquinas agrícolas e de construção, os quais o Grupo CNH também atua, o Finame PSI ainda não está autorizado.
“Janeiro foi um mês parado para os segmentos passíveis de Finame e com o início das operações via PSI há menos de uma semana ainda não geramos novos contratos, administrando apenas os residuais do ano passado. Neste mês operamos normalmente com outros veículos, como a linha leve Daily, que é bem atendida por outras linhas de crédito, como o CDC”, avalia.
Para Feitosa, é cedo para indicar qualquer comportamento do mercado nos próximos meses, por ser um ambiente totalmente novo: “Dadas as condições e alternativas de crédito, acredito em dois cenários: um de mais mudanças, caso o mercado não reaja – e o governo é sensível a isto, a Anfavea e outras entidades estão em constante diálogo; ou uma segunda visão é que o mercado se acostume com este patamar de preço e condições, fazendo levantar uma demanda reprimida”.
Na mesma linha, a MAN Latin America, dona da Volkswagen Caminhões e Ônibus, anuncia sua proposta que considera “a melhor condição de financiamento do mercado”. Também por meio da complementação do financiamento via PSI com a linha de capital de giro do BNDES, intermediada pelo Banco Volkswagen, a montadora oferece crédito para financiar 100% do veículo, sem entrada, prazo de pagamento de até 60 meses e taxas a partir de 0,93% ao mês, conforme comunicado distribuído na quarta-feira, 28.
Por sua vez, a Ford tenta aumentar a atratividade do Finame PSI com entrada de 10% para quem contratar a linha de financiamento do BNDES. “É a condição mais vantajosa do mercado, mas outras opções de crédito, como CDC, continuam disponíveis, mas com taxas maiores”, informa em nota.
A Mercedes-Benz também anunciou que passa a operar o Finame PSI a partir desta data por meio de seu banco e que também recorrerá ao capital de giro como forma de oferecer mais alternativas ao cliente (leia aqui).
Volvo e Scania não puderam responder a tempo do fechamento desta reportagem.