A produção do novo Ka (desta vez um modelo global) e a nova fábrica de motores estão inseridos no programa de investimentos da Ford no Brasil de 2011 a 2015, de R$ 4,5 bilhões, e dentro da estratégia da companhia de globalizar todos os produtos feitos no País. Para isso está em curso um remanejamento nas unidades da empresa: a planta de São Bernardo do Campo (SP) deixa ainda este ano de produzir o atual Ka para se concentrar na fabricação do New Fiesta hatch, equipado com os motores Sigma 1.5 e 1.6 feitos em Taubaté (SP), enquanto Camaçari deve parar de montar a geração antiga do Fiesta (Rocam), para dar lugar ao novo Ka que terá o novo motor 1.0 de três cilindros fabricado bem ao lado. A planta baiana também continua com o novo EcoSport feito lá desde o ano passado.
A Ford deve encerrar a produção do Ka em São Bernardo depois de atingir perto de 900 mil unidades montadas lá desde 1997. Em 2007 o compacto foi redesenhado somente para os mercados latino-americanos, para ser o modelo de entrada da marca, e ficou diferente da geração lançada em 2008 na Europa, onde o carro é produzido em fábrica compartilhada com a Fiat na Polônia, a mesma que faz o 500. Agora, se a Ford cumprir o que prometeu, o Ka deve voltar a ser global, ainda que com níveis diferentes de globalização.
O Ka a ser produzido em Camaçari deve ser equipado com dois motores, 1.0 e 1.5, segundo informações também já antecipadas por Automotive Business (leia aqui). O propulsor de 1 litro tem projeto parecido com o do EcoBoost 1.0, mas provavelmente dispensará a turboalimentação para tornar o modelo mais barato.