É preciso considerar que os condutores dos veículos de amanhã sofrerão mais do que os já conhecidos impactos negativos do deslocamento individual das grandes cidades (como aumento do índice de acidentes de trânsito, a emissão de poluentes e os congestionamentos que geram desconforto no tempo de viagem e de espera). É preciso pensar no quanto o fluxo da mobilidade urbana de hoje interferirá negativamente na interação entre as pessoas, quase como que uma barreira entre os seres humanos.
Esse efeito fará com que as relações sociais sejam prejudicadas e que a distância entre residência, trabalho e lazer, bem como o tempo dispendido ao percorrê-la, modificam os hábitos das pessoas. As indústrias que lidam com veículos precisarão contar cada vez mais com inteligência que entenda, registre e mensure os novos padrões de deslocamento como desafios cruciais para os seus negócios no futuro.
A questão, no entanto, não é tão simples. Estamos acostumados a induzir o futuro a partir da mesma perspectiva de hoje, repetindo velhos hábitos, seguindo velhos modelos de gestão de negócios – isto é um risco muito alto. Veja por exemplo sucessos recentes de negócio: Uber, Airbnb e Mercado Livre. Os negócios são todos disruptivos! Não dá para comparar com nada do que veio anteriormente!
Agora veja os dados a seguir: nossa sociedade tem sofrido saltos de crescimento demográfico nos últimos anos. No planeta já somos quase 7,7 bilhões de pessoas; somente o Brasil cresceu 7 vezes nos últimos 100 anos. Somos 210 milhões de brasileiros. O ponto é que existe uma maneira nova de resolver os problemas. As startups de hoje são empresas que resolvem problemas contemporâneos. Qual a diferença entre TAM e Uber senão as soluções para a mobilidade? A aviação também era uma inovação tecnológica décadas atrás.
Para viabilizar uma mobilidade sustentável, expurgando desperdícios e adequando a oferta de serviços à demanda, não basta pensar apenas na tecnologia. Hoje a necessidade é para um novo mindset que deve reagir às mudanças, criando “musculatura” para compreender e viver em um mercado que se renova constantemente.