
Também ainda não pode ser confirmado o possível investimento de R$ 2,5 bilhões divulgado no início deste ano, que era disputado pelo Brasil para fazer um novo carro na fábrica de São José dos Campos (SP) e dependia de um acordo com os trabalhadores da região, o que foi obtido com êxito (leia aqui). “Isso não depende mais de acordo com o sindicato, mas do produto e sua viabilidade”, disse Ardila. Sobre o projeto Jade, como é conhecido pelos fornecedores o programa de um novo Chevrolet de entrada para substituir o Celta no mercado brasileiro (leia aqui), o executivo foi enigmático: “Neste momento não posso confirmar isso, nem negar. Mas não há nada certo ainda.”
Apesar de não adiantar valores ou datas do novo programa de investimento da GM no Brasil, Ardila revelou que o aporte poderá ser superior aos R$ 2,5 bilhões. “Deve ser mais que isso. Só para fazer um carro totalmente novo aqui não se gasta menos de R$ 1 bilhão”, destacou. Ele acrescentou que, no momento, não vê limitação de produção, e que por isso os novos aportes não seriam direcionados ao aumento de capacidade das fábricas, mas especialmente em modernização e produtos. Contudo, duas das três unidades de montagem final da GM no País, Gravataí (RS) e São Caetano do Sul (SP) já operam no limite e, portanto, só haveria espaço para crescer na planta de São José dos Campos.
Segundo Ardila, ainda não foi possível definir com clareza a linha de produtos devido à mudanças recentes no padrão de consumo de automóveis. “O consumidor está com expectativas cada vez maiores, em evolução, valoriza coisas como conectividade a bordo, que antes não entravam na conta. Por isso temos de analisar melhor para acertar”, disse.
O mix de vendas de versões dos produtos GM no Brasil nos últimos meses corrobora com a tendência destacada por Ardila. “Nos 11 lançamentos que fizemos nos últimos 20 meses, a procura por versões melhor equipadas foi maior do que por modelos básicos em todos os casos, sem nenhuma exceção”, confirmou Hermann Mahnke, diretor de marketing da GM Brasil. “Isso nunca aconteceu antes”, acrescentou Ardila.