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Mário Curcio, AB
Assim como fazem outras associações ligadas à indústria, a Abraciclo (que reúne fábricas de motos e bicicletas) mostrou recentemente um balanço do primeiro semestre. Desta vez, porém, a apresentação veio recheada de novas planilhas, confrontos entre os dois primeiros trimestres do ano, a discrepância entre pessoas habilitadas e motocicletas em cada Estado e outros levantamentos interessantes. A mudança conseguiu até espantar o sono que normalmente toma conta de balanços desse tipo.
Quem deu essa chacoalhada na entidade foi seu novo presidente, Roberto Akiyama, que assumiu o cargo em maio de 2011. Pela primeira vez ele apareceu representando a associação durante uma entrevista coletiva. Além de ser bem mais falante que os antecessores, Akiyama também dedicaria mais tempo à análise dos dados produzidos antes das coletivas. “Antes passavam o material na véspera. Para ele tem de passar bem antes”, revelou uma fonte do setor.
O atual presidente é mais novo que seu antecessor. Tem 49 anos, ante 60 de Jaime Matsui. Formado em Economia e graduado em gestão empresarial, Akiyama fez carreira na Honda, empresa em que entrou como gerente-geral e atua agora como diretor comercial. Com seu português correto, Akiyama também fala com propriedade sobre o momento atual da indústria. Em relação ao crescimento das importações e da perda da competitividade, ele disse: “O grande problema é que os fabricantes (já instalados aqui) podem hesitar em fazer novos investimentos no mercado interno.”