
Produzido desde outubro na fábrica da Renault de São José dos Pinhais (PR) e disponível nas concessionárias da marca a partir desta semana, o novo Logan subiu de nível, mas sem elevar seu preço às alturas.
VERSÕES E PREÇOS
A versão mais barata, a Authentic (que em 2007 era vendida por R$ 27.990), agora com airbag e ABS (itens de segurança obrigatórios a partir de 2014) sai por R$ 28.990. É equipada com motor Hi-Power 1.0 16V, já utilizado no novo Clio e que tem nota “A” no Programa Brasileiro de Etiquetagem Veicular. Produz 80 cv de potência com etanol ou 77 cv com gasolina. O seu consumo na cidade é de 8,1 km/l com etanol e 11,9 km/l com gasolina. Na estrada, fica em 9,2 km/l com álcool e 13,4 km/l com o combustível fóssil.
A versão intermediária Expression, com o mesmo motor 1.0, é vendida por R$ 33.390. Já a Expression com ar-condicionado e o propulsor 1.6 8V Hi-Power, disponível na linha Renault desde 2012 e que alcança 106 cv com etanol e 98 cv com gasolina, é ofertada por R$ 39.440.
A top da linha é a Dynamique. É vendida apenas com motor 1.6, a partir de R$ 42.100. Se acrescentados opcionais como ar-condicionado, sensor de estacionamento e sistema multimídia Media NAV, o preço sobe para R$ 43.200.
Todas as versões do novo Logan têm transmissão manual e indicador de troca de marcha, um dispositivo no painel que mostra o momento em que o condutor deve reduzir ou aumentá-la, para melhorar a eficiência e reduzir o consumo.
VENDAS
Na opinião de Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial da Renault do Brasil, o modelo chega com preços competitivos para enfrentar Fiat Grand Siena, Chevrolet Classic, Ford Fiesta Rocan, Volkswagen Voyage, Chevrolet Cobalt e Toyota Etios sedã. O executivo acredita que em 2014 o novo Logan venderá 20% a mais do que a sua versão anterior, que teve emplacadas 19,2 mil unidades de janeiro a outubro, segundo dados da Fenabrave, a federação dos distribuidores. Em 2013, ele espera que cerca de 4 mil novo Logan sejam comercializados.
Segundo Schmidt, a versão mais procurada deverá ser a intermediária Expression. Ela deverá responder por 50% das vendas. A Dynamique deve abocanhar de 35% a 40% do total emplacado. Os 10% restantes deverão ser preenchidos pela a mais básica, a Authentic.
“O novo Logan é o primeiro de uma nova geração de veículos que a Renault produzirá no Brasil, com características específicas para o mercado nacional. Até 2016, teremos nove lançamentos seguindo esta mesma linha. O nosso propósito, com estes novos produtos, com a cara dos brasileiros, é chegar a 8% participação de mercado”, comenta Schmidt.
Em 2007, quando a Renault lançou a primeira geração do Logan no País, seu market share era de 3,1%. Hoje, a marca já detém 7% de participação e quer conquistar clientes das marcas mais tradicionais: Fiat, Volkswagen, GM e Ford, que estão à sua frente.
Assista à entrevista exclusiva com Gustavo Schmidt, vice-presidente comercial da Renault do Brasil: