
O cartão de visitas da tecnologia embarcada no novo TT está bem à frente do motorista, em uma tela de LCD de 12 polegadas que substitui o painel de instrumentos tradicional e une também as funções de navegação, conexão e entretenimento que usualmente ficam em telas instaladas no centro do painel. Como trata-se de um carro onde é possível ousar sem muito medo de errar, a Audi fez no TT a estreia mundial do chamado cockpit virtual. Velocímetro, conta-giros, computador de bordo, mapa de navegação, controles do rádio e sistema de som ficam todos dentro da tela configurável de acordo com o gosto do motorista – que pode, por exemplo, reduzir o tamanho dos marcadores de velocidade e rotação do motor para aumentar a navegação. As imagens são tão realistas que até parecem os tradicionais clusters com ponteiros físicos já usados em outros Audi.
Outra inovação do TT são os controles do ar-condicionado digital: os ajustes de temperatura, direção do ar e velocidade da ventilação estão localizados diretamente nas saídas de ar, que lembram turbinas de avião.

O painel tecnológico do Audi TT: o cockpit virtual integra os instrumentos e navegação em uma tela de LCD e os controles do ar-condicionado ficam nas saídas de ar.
LEVEZA E POTÊNCIA
Os avanços tecnológicos do TT também estão fora do alcance dos olhos. A nova geração do cupê ficou 50 kg mais leve, porque toda a chaparia externa é feita de alumínio. A estrutura do monobloco do chassi é armada com aços especiais, finos para economizar no peso, mas de média, alta e altíssima resistência – caso de algumas partes estampadas a quente.
Embaixo do capô vive um motor 2.0 muito eficiente e nervoso, que também combina as mais recentes tecnologias. Os 230 cavalos gerados pelo propulsor – a impressionante marca de 115 cv por litro – são obtidos com a ajuda de um turbocompressor de duplo estágio e uma combinação de injeção direta e indireta ao mesmo tempo: a central eletrônica de gerenciamento escolhe o regime mais eficiente dependendo da rotação e aceleraçã, para aumentar a eficiência e economizar combustível. O preciso powertrain é completado pelo câmbio S-Tronic, automático de dupla embreagem, com seis velocidades e possibilidade de trocas manuais nas aletas atrás do volante.
Com leveza e potência de sobra, o Audi TT é um foguetinho que responde rápido a qualquer leve toque do acelerador. O torque máximo de 370 Nm é alcançado a apenas 1.600 rpm – na prática, é um legítimo cola-no-banco. Por questão de segurança a velocidade máxima é limitada eletronicamente a 250 km/h. Isso porque o carro é tão ajustado que mal se sente a velocidade aumentar. Com centro de gravidade baixo, o TT entra “colado” nas curvas – mas em terras brasileiras de muitos radares e múltiplas ondulações nas pistas, é bom lembrar que abusos podem ser caros ao bolso e à saúde.
O design do TT permanece fiel às suas origens, mas ganhou refinamento graças ao aumento das possibilidades tecnológicas de construção. Sua silhueta lateral tem as linhas fluídas para vencer a resistência do ar, enquanto a avantajada grade confere a sisudez de um esportivo invocado, inspirado nas linhas do R8 e R18 (o carro de corridas da Audi). Os faróis e as lanternas full LED completam o desenho arrojado.

As belas linhas fluídas do TT
PREÇOS E VERSÕES
O TT começa a ser vendido no Brasil em duas versões, ambas bastante completas, com direção elétrica, acionamento elétrico de travas, vidros e retrovisores, sensor traseiro de estacionamento, sistema de som, ar-condicionado e cruise control com limitador de velocidade. A mais barata é a Attraction, por R$ 209.990, que tem roda de alumínio aro 18. É opcional o sistema multimídia e de navegação MMI, com memória de 10 Gb. Por R$ 229.990, o MMI com navegador vem de série na versão Ambition, equipada também com rodas aro 19 e o Audi Drive Select (sistema eletrônico que ajusta o modo de dirigir entre econômico, esportivo ou personalizado). Opcionalmente, é possível agregar sistema de som Bang&Olufsen e sensor de estacionamento dianteiro.
Para o segundo semestre está prevista a chegada de versões ainda mais caras do TT, a roadster (conversível) e a linha S, com o mesmo motor 2.0 “envenenado” para 310 cavalos.
Mal comparando, um TT pode ser comprado na Alemanha a partir de € 35 mil. Arredondando a cotação para R$ 3,50 por euro, fica perto da metade do preço de venda no Brasil. Não há dúvida sobre o potencial de diversão a bordo do TT, mas no mercado automotivo brasileiro custa caro demais se divertir.