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Novozymes lança enzimas para etanol de celulose

A indústria dinamarquesa de biotecnologia Novozymes pretende apresentar no Brasil em março dois produtos para viabilizar a produção de etanol a partir de resíduos agrícolas, em escala comercial. São as enzimas batizadas de Cellic CTec2 (celulase) e a Cellic HTec2(hemicelulase), que podem liberar os açúcares contidos na palha de milho, restos de madeira e bagaço de cana-de-açúcar
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Redação AB

26 fev 2010

1 minutos de leitura

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Essas proteínas especializadas em catálise biológica, resultado de uma pesquisa de dez anos, foram apresentadas na semana passada nos Estados Unidos, que devem começar em breve a produzir etanol a partir da palha e do sabugo do milho em suas usinas.

A Novozymes calcula que as primeiras usinas pré-comerciais devem surgir no Brasil 2011 ou 2012. “Estamos desenvolvendo parcerias para habilitar o uso dessa tecnologia em escala comercial no país”, disse o presidente da Novozymes Latin America, Pedro Luiz Fernandes.

A apresentação dos produtos será feita no F.O. Licht’s Sugar and Ethanol Brazil 2010, evento voltado para o mercado sucroalcooleiro, que acontece em São Paulo, de 22 a 24 de março.

A Novozymes acredita que as primeiras plantas comerciais para etanol celulósico nos EUA, a partir de 2011, poderão oferecer um preço de custo abaixo dos US$ 0,50 por litro do combustível, valor similar ao do etanol de primeira geração e da gasolina comercializada naquele país.