
“São esses componentes, com a mesma qualidade, que vamos colocar no mercado de reposição”, diz o executivo. “Vendíamos até agora cerca de 40 mil unidades por mês no aftermarket de duas rodas porque não tínhamos uma estratégia. Em um ano poderemos chegar a 750 mil/mês”, estima. Com isso, a produção total de rolamentos para motocicletas, hoje em 800 mil unidades por mês, poderá praticamente dobrar em 12 meses.
A “ofensiva” do pós-venda começa pelo distribuidor goiano Motto Brasil. “Procuramos a NSK por causa da qualidade, do mix de produtos e do suporte técnico dado aos nossos vendedores e clientes”, informa o diretor comercial da distribuidora, Paulo Saraiva. Segundo a NSK, a partir de janeiro se inicia a distribuição nacional.
Em outubro a NSK reativou o terceiro turno e contratou 24 pessoas. A fábrica fica em Suzano (SP), a primeira unidade da companhia erguida fora do Japão, e emprega 398 funcionários. Os rolamentos para moto que a empresa fabrica no País são aplicados em virabrequins, comandos de válvulas, transmissões, eixos balanceiros, rodas e embreagens.
A busca pelo mercado de reposição também é uma saída para a queda da produção brasileira de motocicletas. Em 2011, o melhor ano para as motos, a indústria local fabricou 2,1 milhões de unidades, mas caiu ano a ano depois disso. A projeção para 2016 feita pela Abraciclo, associação dos fabricantes, é de pouco mais de 1 milhão de unidades.
Outro bom motivo para aproveitar o mercado de reposição é a oportunidade criada pela desvalorização do real: “O câmbio atual nos favorece. A diferença de preço (para os rolamentos chineses) diminuiu e com isso fica mais fácil convencer o consumidor a levar um produto que ele conhece”, afirma Storniolo.
A NSK fará 100 anos em 8 de novembro e a fábrica brasileira caminha para os 46 anos, mas, segundo o executivo, recebe atualizações frequentes: “Nosso plano anual destina cerca de 3% do orçamento à produção. Em 2015 investimos R$ 15 milhões em novos fornos para atender a uma demanda da Honda”, garante Storniolo.