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Redação AB
A NTC&Logística reconhece que o setor de transporte rodoviário de carga avançou em 2010, com as empresas registrando um crescimento de 15%, mas alerta que não há motivo para comemoração. É que pesquisa realizada pelo Departamento de Custos Operacionais, Estudos Técnicos e Econômicos da entidade detectou que o frete ainda continua defasado em 14,15%.
A NTC&Logística lembra que vem alertando os associados para os efeitos deletérios do aviltamento do frete desde 2007, como o sucateamento da frota nacional de caminhões, o alto índice de acidentes envolvendo veículos de carga, a elevada emissão de poluentes e a média salarial do setor.
“Como se não bastasse a cobrança de fretes abaixo dos custos, a pesquisa indicou que algumas transportadoras, simplesmente, abrem mão de componentes tarifários essenciais”, escreve a entidade em seu portal, esclarecendo que o transporte de carga deve enfrentar, no futuro próximo, grandes desafios — sendo o principal e mais preocupante o de atrair anualmente cerca de 120 mil pessoas para a profissão de motorista.
Com base nesse cenário a NTC&Logística enfatiza a necessidade imediata e urgente de colocar um paradeiro na atual defasagem tarifária: o percentual médio de 14,15% seria apenas o mínimo desejável para equilibrar receitas e despesas e as empresas do setor que deveriam abrir mão, sob qualquer pretexto, do ressarcimento de custos significativos cobertos pelos demais componentes tarifários como o frete-valor, o GRIS, a cubagem e as generalidades.