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NTC quer reajuste de frete de 15%

Flávio Benatti, presidente da NTC&Logística — Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, divulgou nota na terça-feira, 27, enfatizando a urgência de reajuste dos fretes em pelo menos 15% para que o setor possa cobrir os aumentos constantes dos custos, recompor as estruturas operacionais desfeitas, melhorar a qualidade e a produtividade dos serviços prestados e recuperar os descontos concedidos e os reajustes não aplicados.
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cria

28 out 2009

2 minutos de leitura

Para Benatti a medida possibilitaria recompor a rentabilidade das empresas, que somariam recursos para os investimentos necessários ao atendimento da demanda atual e futura do mercado em crescimento.

“O comunicado não deve ser entendido como mais uma simples solicitação de reajuste, mas como um alerta a transportadoras e seus clientes para o risco iminente de desabastecimento a que todos estão sujeitos” — alertou o presidente da NTC & Logística.

O pleito da NTC & Logística se baseia em pesquisa realizada junto a 314 empresas transportadoras de carga e foi endossado pelos membros da Câmara Técnica de Tarifa e Comercialização da entidade.

De acordo com a entidade, a crise que se desencadeou na metade do segundo semestre do ano impediu o repasse na sua totalidade dos custos, calculado em 7,6%, durante o primeiro trimestre de 2009. Além disso, muitas empresas, como forma de se proteger da queda brusca na demanda de carga, concederam descontos neste período, que em muitos casos ultrapassaram 15% dos valores cobrados.

A pesquisa indicou o primeiro trimestre do ano como a pior fase, com queda de mais de 30% para um terço dos pesquisados, e mostrou que para 84% das empresas o mercado hoje está igual ou melhor do que antes da crise. A constatação trouxe certa tranqüilidade, mas criou outro problema com relação à qualidade exigida no atendimento e a necessidade de investimento para atender o crescimento da demanda pós crise.

O levantamento indicou também que muitas empresas se desmobilizaram e faltam espaços nos terminais das transportadoras. A situação tenderia a piorar, diante da expectativa de que o Brasil cresça nos próximos anos em média 5% ao ano. Para a entidade, vários fatos apóiam esta previsão: copa do mundo em 2014 e olimpíadas em 2016, além de toda a exploração do pré-sal.

A entidade ressalta que para agravar a situação as exigências e restrições, por parte do governo e das empresas contratantes, vêm aumentando. Com a justificativa de melhorar o trânsito nas cidades e nas estradas, em nome da segurança ou do meio ambiente, algumas vezes até por conveniência, são criadas cada vez mais taxas, vistorias, licenças, e restrições à circulação dos veículos comerciais, o que acaba encarecendo o serviço de transporte rodoviário de carga.