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NTU destaca as virtudes do BRT

Simulações realizadas pela NTU — Associação Nacional das Empresas dos Transportes Coletivos, a partir de parâmetros do Proconve — Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores indicam que o usuário de carro emite no ar nove vezes mais dióxido de carbono (CO2) do que o usuário de ônibus urbano e o de motocicleta, 17 vezes mais.
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08 jun 2010

3 minutos de leitura

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Levantamento divulgado pelo Ministério do Meio Ambiente, neste ano, aponta que o transporte coletivo é responsável por apenas 2% das emissões de CO (monóxido de carbono), 14% de NOx (óxidos de nitrogênio) e 11% de CO2 (dióxido de carbono), enquanto o transporte individual lança na atmosfera 83% de CO, 9% de NOx e 23% de CO2.

“Atualmente, 30% dos deslocamentos da população brasileira são realizados em meios motorizados e individuais, ocupando 70% das vias de circulação, algo que compromete a qualidade do ar e do trânsito urbano nas cidades. Para os ônibus urbanos resta, portanto, um pequeno espaço que tem que ser dividido com caminhões e outros veículos de carga”, explica Marcos Bicalho dos Santos, diretor superintendente da NTU.

Uma das medidas para melhorar as emissões por parte do segmento dos transportes é o estímulo contínuo ao uso dos ônibus, já que conseguem comportar de 70 até 80 passageiros. Um ônibus é capaz de substituir 50 automóveis ou 70 motocicletas.

A NTU informa que a frota brasileira de ônibus de 105 mil veículos transporta 55 milhões de passageiros por dia. “Para melhorar a mobilidade urbana nas metrópoles é necessário criar uma cultura do uso dos transportes coletivos. Isso acontece aliando a oferta de serviços de qualidade à demanda por parte do usuário”, ressalta Bicalho.


BRT

Bicalho destaca que o Bus Rapid Transit, ou BRT, é um sistema de ônibus de alta capacidade que provê um serviço rápido, confortável, eficiente e de alta qualidade. Com veículos de transporte coletivo sobre pneus, circulando em corredores exclusivos, o sistema tem desempenho similar aos metrôs, apresentando tempos de parada menores e pagamentos das tarifas nas estações.

“O sistema proporciona uma mobilidade rápida, aumentando a confiabilidade dos usuários nos transportes coletivos. Pela sua versatilidade, as frotas de ônibus podem ser alocadas de acordo com a demanda do transporte em uma determinada região”, explica o executivo.

Entre outras características apontadas para o BRT estão plataformas elevadas no mesmo nível dos ônibus, veículos de maior capacidade e com tecnologias mais limpas, transferência entre rotas sem incidência de custo, programação e controle rigorosos da operação e sinalização e informação ao usuário. O sistema está presente em mais de 80 cidades ao redor do mundo, entre elas nas cidades-sede da Copa da África do Sul e, no Brasil, em Curitiba, São Paulo e Goiânia.

Entre as novidades a serem implantadas nos ônibus que circularão nos BRTs estão motores do padrão Euro 5. Com o objetivo de minimizar o impacto ambiental dos veículos e para atender a fase sete do Proconve, esse tipo de motor equipará todos os tipos de ônibus fabricados a partir de 2012.

Além disso, equipamentos de pós-tratamento, como catalisadores, filtros e conversores de gases também deverão estar presentes nos ônibus. A partir de 2013, o diesel S-50, comercializado desde o ano passado, começará a ser substituído pelo diesel S-10.