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O anfíbio Urutu pode voltar à ativa

Dado como acabado, já que as unidades existentes há anos estavam estacionadas nos pátios dos batalhões do exército brasileiro, o blindado Engesa EE-11 Urutu pode estar voltando à ativa.
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27 jan 2010

2 minutos de leitura

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O veículo, destinado ao transporte de tropas em forças armadas de diversos países da América Latina, também tem como uma das suas principais características o fato de ser anfíbio — mesmo pesando de 13 toneladas.

O exército optou por reativar os 226 Urutus e mais de 600 Cascavel (blindado de concepção mecânica semelhante à do Urutu) que estão em inatividade. Com powertrain bastante ultrapassado, com câmbio manual ou automático, os veículos serão reformulados para operar por mais 15 anos.

No protótipo em avaliação o antigo motor Mercedes-Benz OM 352 (158 cv) foi substituído pelo OM 366 LA militarizado (230 cv). A caixa de marchas original Mercedes G3-36 mecânica deu lugar a uma transmissão automática Allison da série 3000, gerenciada eletronicamente, que vem acoplada à caixa de transferência Engesa totalmente revisada.

Nos primeiros testes o veículo chegou a 110 km/h em terrenos livres demonstrou potencial de chegar aos 80 km/h em situação off-road. Sua autonomia aumentou de 750 para 950 quilômetros.

Glauco Bueno da Silva, gerente geral da Engemotors, do Grupo Brasilia Motors, que está procedendo a atualização dos veículos de combate, explica que um dos motivos da utilização do câmbio automático em todas as unidades do Urutu ou Cascavel fica por conta da geração da maior facilidade de condução — o piloto pode ficar mais atento às manobras.

Foram revisados também freios, eixos cardãs, borrachas de vedação da carroceria, pressurização dos diferenciais e suspensão boomerang e bomba de porão.