No final do ano passado, a Lei de Aprendizagem voltou às manchetes com a decisão do governo federal de incentivar essa modalidade de contratação, fixando a meta de inserir 800 mil aprendizes em órgãos públicos até 2010. O poder público e algumas parcelas da sociedade já começam a se mobilizar: em novembro passado, durante a Conferência Nacional de Aprendizagem Profissional, apresentou-se um projeto de lei que tornará ainda mais dinâmico e claro o texto da lei. Entre as novidades estão a autorização explicita à contratação de aprendizes por órgãos públicos e a reserva de 5% de todos os postos de trabalho dessas entidades para o programa de aprendizagem. O CIEE, que participou da conferência como expositor, já se coloca à disposição dos governantes para que todos os objetivos propostos sejam atingidos. Para isso, oferece quatro tipos de treinamento – Ocupações Administrativas, Comércio e Varejo, Práticas Bancárias e Telesserviços. No encerramento do ano, a entidade mantinha mais de 15 mil aprendizes em 3 mil empresas e órgãos públicos.
Luiz Gonzaga Bertelli é presidente executivo do Centro de Integração Empresa-Escola – CIEE, da Academia Paulista de História – APH e diretor da Fiesp.
