Sofremos por ainda estar pouco flexíveis na saúde, educação, saneamento e habitação, por exemplo. As startups já entenderam: descentralizar é o caminho. As empresas ainda não. A maioria ainda se encanta com tecnologia. Não sabe o que fazer com toda essa parafernália.
Temos de pensar em negócios no digital e não em tecnologia. Certamente chegaremos à conclusão de que temos mesmo é que pensar no cliente. Em um estudo realizado pela EY Brasil (Ernst Young) sobre a maturidade das empresas na era da transformação digital, ressalta-se o impacto disruptivo da inovação e da transformação digital a partir de uma pesquisa com executivos de empresas de vários setores e portes.
A pesquisa chama a atenção para a distância entre a percepção sobre o potencial da inovação/transformação digital, de um lado, e a preparação para gerir as mudanças e adaptar a força de trabalho, de outro.
Neste estudo, chamo a atenção para o índice de resposta para a pergunta “Quais forças disruptivas representam oportunidades para o seu negócio?”
Oitenta e um por cento dos entrevistados responderam que a mudança no comportamento dos clientes/consumidores representa oportunidade para o negócio. Outras respostas são mudança no sistema de trabalho, novos concorrentes mais ágeis e inovadores e falta de talentos. Perceba que a resposta não trouxe robótica, inteligência artificial, big data, internet da coisas e realidade aumentada como impacto na inovação dos negócios.
Hoje, os negócios de maior sucesso contam com a interação entre comunidades de consumo, viabilizadas pelos algoritmos, aplicativos, plataformas, internet das coisas e a intensa participação da comunidade.
Quem faz a diferença são aqueles que entendem que o cliente está se comunicando de forma diferente e, consequentemente, mudando a maneira de se relacionar com as empresas. Para o profissional de hoje, entender isso é fundamental para alocar os recursos e gerar a melhor experiência possível para os clientes.
É mais transformação psicológica do que tecnológica.