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O desafio de lidar com os ciclos da economia

Os resultados da economia brasileira não são animadores. Escândalos de corrupção seguem ocupando as principais manchetes dos jornais. Os candidatos à presidência da república não nos passam segurança de que sabem o que fazer para mudar o rumo. As reformas que tanto precisamos são difíceis de implantar e o custo político a ser pago é alto. A previsão é de que 2014 seja um ano difícil e 2015 idem. Na indústria automobilística, é quase certeza que as vendas cairão, fazendo com que planos de ajuste e redução de custos sejam implantados para enfrentar este período difícil.
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Redação AB

09 set 2014

3 minutos de leitura

Nada é para sempre nem os períodos expansionistas. Lembro-me das aulas de macroeconomia, ciclos de crescimento:
1-Depressão
2-Recuperação
3-Pico
4-Recessão

Aparentemente estamos na quarta etapa. A depressão nos espera alí na frente e depois, a recuperação. O tempo de duração de cada uma delas vai depender da habilidade de todos, do cenário internacional e daquelas coisas insignificantes que podem mudar a história da humanidade. A sensação não é das melhores e, se bobearmos, o pessimismo toma conta das nossas vidas. O que fazer para evitar esse sentimento, de que se ficar o bicho come e se correr o bicho pega? Corra meu amigo, corra! Quando você se mexe as coisas acontecem.

Sim, as vendas vão cair. Mas veja isso, em 1993 a produção de autoveículos montados no Brasil era de 1.173.300. Em 2003 de 1.684.715. Em 2013 foi de 3.712.380. Eu e muitos amigos vivenciamos na pele as alegrias e dores desse crescimento. O ano de 1999 foi duro, com a produção de 1.289.977, 9% menor do que o ano anterior. Já 2000 apresentou recuperação de 24,4%, 2001 mais 4,2%, 2003 retração de 2,4%, e a partir daí crescemos até 2011. O ano de 2012 teve queda de 0,04% e em 2013 atingimos 3.712.380 unidades produzidas (automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus).

Resumindo, mesmo com perspectivas de queda, nossa indústria segue sendo um colosso e tem muito mais escala que no passado. As margens continuam apertadas, mas é na adversidade que nossa criatividade se evidencia. A implantação do Inovar-auto traz oportunidades e desafios, e controlar o conteúdo nacional e importado das autopeças será uma tarefa complexa. Mas e daí? Isso é só trabalho, a gente tira de letra. O que não podemos é incorporar atitude negativa diante do desafio e ficarmos paralisados de medo. Mais do que nunca, nós que já temos vivência extensa nessa área, temos de assumir a posição de líderes e motivar nossos colaboradores para – como dizia o locutor na abertura daquela séria de TV dos anos 60, Jornada das Estrelas – audaciosamente ir onde nenhum homem jamais foi. É hora de superação. Por favor note bem a palavra, super+ação, ir além, mover-se como nunca.

Sim, o vencedor das eleições para presidente vai influenciar o processo, mas o Brasil e os brasileiros são bem maiores de que isso e, se focarmos nas metas, colocarmos nosso talento e criatividade a serviço dos nossos objetivos, chegaremos lá. Os 7×1 da Copa abriram nossos olhos. Para sermos campeões teremos de mudar nossos métodos e estratégias, precisamos treinar duro, aprender coisas novas e, acima de tudo, alimentar nosso espírito de esperança e otimismo. Os ciclos sempre existirão. Melhor estar preparado para eles.