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O desbravador Volker Barth enfrenta a Rússia

O panorama que Volker Barth encontrou na Rússia, onde é CEO da RM Systems, empresa de componentes automotivos ligada ao grupo GAZ, principal fabricante de veículos comerciais no país, não deve ter sido muito animador. Depois de trabalhar na General Motors em diversas partes do mundo, ele foi presidente da Delphi em São Caetano do Sul, deixando a subsidiária brasileira para comandar as operações na Europa. Atuou depois na Magna, onde não ficou muito tempo, e aceitou o desafio de tornar-se um desbravador no mercado russo, onde imperam a burocracia e uma cultura empresarial nada fácil de compreender. As fábricas de veículos russas cresceram de forma verticalizada, produzindo tudo em casa – como fazia a Volkswagen no Brasil no início. É o caso da Lada, que pertence à AutoVaz, fabricante do Niva que pode ser importado em breve pela CAOA. O supply chain é elementar e constituído por empresas ainda pobres em tecnologia, gestão e controle de qualidade. Assim, um dos caminhos é buscar socorro no Exterior. A AutoVaz estabeleceu joint venture com a GM e fabrica uma nova geração do Niva. E vendeu 25% de suas ações para a Renault, que fornecerá know how no campo de produtos e linhas de montagem. “O mercado russo é um dos mais promissores do mundo, mas avanços dependem de parcerias com marcas tradicionais do mercado global” – afirma Barth. Em outras palavras, a indústria local carece de pessoal, recursos e conhecimento para crescer sozinha. Bem que o executivo tentou encontrar ajuda entre colegas brasileiros – mas a distância logística é grande. Barth preserva laços firmes com o Brasil e mantém a casa no Jardim Morumbi, em São Paulo.
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cria

03 set 2008

2 minutos de leitura